A Bybit divulgou dados expressivos sobre sua atuação em cibersegurança: no primeiro semestre de 2026, a exchange impediu perdas estimadas em US$ 700 milhões que poderiam ter afetado seus usuários.
Segundo a CryptoPotato, a Bybit publicou um relatório detalhando suas operações de segurança entre janeiro e junho de 2026. O documento aponta que a exchange conseguiu interceptar ameaças que, caso não fossem contidas, resultariam em prejuízos da ordem de US$ 700 milhões para seus clientes.
O levantamento reforça um cenário já conhecido pelo mercado cripto: o volume e a sofisticação dos ataques contra plataformas digitais segue em expansão. Para a Bybit, o período analisado exigiu respostas cada vez mais ágeis diante de ameaças que evoluem em questão de minutos.
“A corrida armamentista da cibersegurança entrou em uma era de minutos”
É o que afirma David Zong, chefe de Controle de Risco e Segurança do Grupo Bybit. A declaração sintetiza a pressão operacional enfrentada por grandes exchanges no ambiente atual, onde janelas de vulnerabilidade se abrem e fecham em intervalos cada vez menores.
O relatório não detalha a natureza de cada ameaça bloqueada, mas o setor de segurança em criptomoedas costuma enfrentar desde ataques de phishing e engenharia social até exploits em contratos inteligentes e tentativas de invasão direta a carteiras custodiadas. A combinação desses vetores torna o trabalho de proteção multidisciplinar e contínuo.
Vale lembrar que a própria Bybit foi alvo de um dos maiores roubos da história das criptomoedas no início de 2025, quando perdeu cerca de US$ 1,5 bilhão em um ataque atribuído ao grupo norte-coreano Lazarus. O episódio acelerou investimentos da exchange em infraestrutura de segurança e protocolos de resposta a incidentes.
US$ 700 milhões em perdas potenciais bloqueadas no 1º semestre de 2026, segundo dados divulgados pela própria Bybit.
O ciclo de ataques ficou tão curto que a exchange passou a medir sua capacidade de resposta em minutos, não mais em horas.
A Bybit foi vítima de um ataque de US$ 1,5 bi em 2025, atribuído ao grupo Lazarus, o que intensificou sua agenda de segurança.
David Zong, chefe de Controle de Risco e Segurança, lidera o setor que produziu o relatório e fez a declaração sobre o novo ritmo das ameaças.
Para usuários de criptomoedas, o episódio serve como lembrete de que a segurança de ativos digitais não depende exclusivamente das exchanges. Manter parte dos fundos em carteiras de autocustódia — onde o usuário controla suas próprias chaves privadas — é uma prática amplamente recomendada por especialistas do setor.
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📰 Fonte
As informações deste artigo foram baseadas em reportagem da CryptoPotato, publicada em julho de 2026, que compilou os dados divulgados pela Bybit em seu relatório semestral de segurança.
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