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Câmara aprova bloqueio de cripto em fraudes digitais

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A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara validou texto que permite o congelamento de ativos digitais de suspeitos de estelionato — medida que reforça o arsenal jurídico contra golpes online no Brasil.

A Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira (10), um projeto de lei voltado ao combate a fraudes digitais. O texto autoriza expressamente o bloqueio de saldos em criptomoedas de pessoas que estejam sob investigação policial por crimes como estelionato e outros golpes praticados pela internet.

A proposta foi apresentada pelo relator da matéria no colegiado e recebeu aval dos deputados presentes. O foco declarado da medida é a proteção das vítimas: ao permitir o congelamento preventivo de ativos — incluindo criptoativos —, o projeto busca impedir que investigados movimentem ou ocultem patrimônio enquanto a apuração está em curso.

Segundo a Livecoins, o texto aprovado na CFT também prevê penas mais severas para quem for condenado por fraudes cometidas no ambiente digital, endurecendo o tratamento legal dado a esse tipo de crime em comparação à legislação vigente.

O que o projeto prevê na prática

A inclusão explícita das criptomoedas no escopo do bloqueio patrimonial é um ponto central do projeto. Historicamente, a natureza descentralizada dos ativos digitais dificultava ações de constrição judicial — o novo texto busca preencher essa lacuna regulatória.

🔒 Bloqueio de criptoativos

Autoriza o congelamento de saldos em criptomoedas de investigados por fraudes digitais, impedindo a movimentação dos valores durante a apuração.

⚖️ Penas mais rígidas

O texto endurece as punições para estelionato e crimes correlatos praticados em ambiente digital, aumentando o potencial dissuasório da lei.

🛡️ Proteção às vítimas

A medida preventiva visa preservar o patrimônio que poderá ser restituído às vítimas caso haja condenação, reduzindo perdas definitivas.

🏛️ Próximos passos

Aprovado na CFT, o projeto ainda precisa avançar por outros ritos legislativos antes de se tornar lei, podendo passar por plenário ou outras comissões.

Contexto: cripto e fraudes no Brasil

O Brasil tem registrado crescimento expressivo no volume de golpes envolvendo ativos digitais. Esquemas que vão de falsas corretoras a promessas de retornos garantidos movimentam bilhões de reais e frequentemente utilizam criptomoedas pela facilidade de transferência transfronteiriça e pela percepção — muitas vezes equivocada — de anonimato.

Por que o bloqueio preventivo importa?

Em crimes financeiros, a velocidade de movimentação dos recursos é determinante. Criptoativos podem ser transferidos em segundos para carteiras no exterior. Sem um mecanismo legal de bloqueio ágil, investigações encerram com condenações, mas sem patrimônio a recuperar para as vítimas.

A aprovação na CFT sinaliza que o Legislativo brasileiro está atento à necessidade de adaptar o marco jurídico à realidade dos crimes digitais com criptomoedas. O desafio operacional, contudo, permanece: a efetividade do bloqueio dependerá da capacidade técnica das autoridades policiais e judiciais para identificar e congelar carteiras digitais em tempo hábil.

Para o cidadão comum, a mensagem prática é de atenção redobrada. Conhecer os principais vetores de golpe é a primeira linha de defesa.

Leia também: como identificar golpes com criptomoedas.

📌 Nota editorial

Esta reportagem é baseada em informações publicadas pela Livecoins. O KriptoHoje acompanhará o avanço do projeto no Legislativo e atualizará a cobertura conforme novos desdobramentos ocorrerem.

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CEO da KriptoBR, Revenda oficial de carteiras de hardware no Brasil. Acompanha a evolução regulatória do setor de criptoativos no país e seus efeitos práticos sobre quem guarda os próprios ativos.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
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Jefferson Rondolfo
CEO da KriptoBR, Revenda oficial de carteiras de hardware no Brasil. Acompanha a evolução regulatória do setor de criptoativos no país e seus efeitos práticos sobre quem guarda os próprios ativos.

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