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Capital B cria instrumento de crédito em Bitcoin na França

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A empresa francesa Capital B avança no desenvolvimento de um instrumento de crédito digital lastreado em Bitcoin, seguindo o modelo adotado por gigantes como Strategy e Strive nos Estados Unidos.

A Capital B, empresa francesa especializada em reservas corporativas de Bitcoin, está desenvolvendo um instrumento de crédito digital próprio. O produto segue a mesma lógica do STRC, lançado pela Strategy, e do SATA, da Strive — dois modelos que vêm ganhando atenção no mercado norte-americano como alternativas de captação lastreadas no ativo digital.

Segundo o portal The Block, a Capital B trabalha na estruturação de um título de crédito que permitiria à companhia captar recursos junto a investidores institucionais, utilizando sua posição em Bitcoin como base para a operação. A iniciativa representa uma das primeiras movimentações desse tipo fora do mercado americano.

A tendência de empresas listadas ou de capital aberto adotarem o Bitcoin como ativo de reserva e, a partir daí, estruturarem produtos financeiros derivados dessa posição, vem se consolidando desde a virada de 2024 para 2025. A Strategy — antiga MicroStrategy — foi pioneira ao criar o STRC, um instrumento de renda preferencial conversível atrelado às suas reservas em BTC.

Leia tambem: guia completo de Bitcoin para iniciantes.

Como funcionam esses instrumentos de crédito

Os chamados instrumentos de crédito lastreados em Bitcoin funcionam, de forma simplificada, como títulos emitidos por empresas que mantêm BTC em seu balanço. Em vez de vender as moedas para captar recursos, a companhia emite um papel que paga rendimentos periódicos aos investidores, usando sua posição em Bitcoin como garantia ou colateral implícito.

⚡ STRC (Strategy)

Instrumento de renda preferencial emitido pela Strategy (ex-MicroStrategy), com rendimentos periódicos e exposição indireta ao Bitcoin da empresa.

🏦 SATA (Strive)

Modelo desenvolvido pela Strive, gestora americana, com estrutura semelhante voltada para investidores que buscam exposição ao BTC via crédito corporativo.

🇫🇷 Capital B (França)

Primeira empresa europeia a desenvolver um instrumento próprio nesse formato, sinalizando a expansão do modelo para além do mercado americano.

Europa entra no radar das reservas corporativas em BTC

O movimento da Capital B é relevante porque sinaliza que a adoção corporativa de Bitcoin — e a criação de produtos financeiros estruturados a partir dessas reservas — começa a ultrapassar as fronteiras dos Estados Unidos. A Europa, com seu arcabouço regulatório próprio, representa um novo campo para esse tipo de estrutura.

O que isso significa para o mercado?

A criação de instrumentos de crédito lastreados em Bitcoin por empresas europeias pode abrir caminho para que investidores institucionais do continente tenham acesso a produtos com exposição ao BTC dentro de estruturas regulatórias locais. Ainda assim, esses instrumentos carregam riscos específicos ligados tanto à volatilidade do ativo quanto à solidez financeira dos emissores.

Até o momento, a Capital B não divulgou detalhes sobre o cronograma de lançamento, as condições do instrumento ou a jurisdição regulatória sob a qual ele será estruturado. O desenvolvimento ainda está em estágio inicial, conforme reportado pelo The Block com base em informações da própria companhia.

📰 Nota editorial

As informações desta reportagem são baseadas na cobertura do The Block, veículo especializado em criptoativos e finanças digitais. O KriptoHoje não teve acesso independente a documentos ou fontes primárias da Capital B.

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Analista de suporte técnico da KriptoBR. Trabalha com suporte a carteiras de hardware e com a documentação de procedimentos de recuperação e verificação de dispositivos.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
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Paulo Henrique
Analista de suporte técnico da KriptoBR. Trabalha com suporte a carteiras de hardware e com a documentação de procedimentos de recuperação e verificação de dispositivos.

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