Jeong Sang-ho, fundador e CEO da plataforma de criptoativos Delio, foi sentenciado a 15 anos de prisão por um tribunal sul-coreano em caso de fraude envolvendo 70 bilhões de won.
A Coreia do Sul encerrou mais um capítulo de seu histórico de casos judiciais ligados ao mercado de criptoativos. Jeong Sang-ho, fundador e principal executivo da Delio — plataforma de serviços financeiros com criptomoedas —, foi condenado a 15 anos de prisão por um tribunal local, após ser considerado culpado por fraude de grande escala envolvendo recursos de clientes.
Segundo a CryptoPotato, a promotoria sul-coreana havia solicitado uma pena de 20 anos para o executivo. O tribunal, no entanto, fixou a condenação em 15 anos, ainda assim uma das sentenças mais duras já aplicadas a um gestor de plataforma de criptoativos no país asiático.
O escândalo envolvendo a Delio ganhou projeção nacional a partir de 2023, quando a empresa suspendeu saques e transferências de clientes, deixando milhares de usuários sem acesso aos próprios ativos. As investigações apontaram que Jeong teria desviado e mal administrado fundos depositados por investidores na plataforma, causando prejuízos que somaram cerca de 70 bilhões de won — equivalente a aproximadamente 53 milhões de dólares na época.
O colapso da Delio e seus desdobramentos
A Delio operava como uma espécie de plataforma de gestão de ativos digitais, oferecendo serviços como empréstimos lastreados em criptomoedas e rendimentos sobre depósitos. O modelo atraiu um volume expressivo de clientes antes de o esquema entrar em colapso.
15 anos de prisão para Jeong Sang-ho, abaixo dos 20 anos solicitados pela promotoria sul-coreana.
Cerca de 70 bilhões de won (aproximadamente US$ 53 milhões) em recursos de clientes afetados.
Em 2023, a Delio suspendeu saques, expondo o colapso e deixando clientes sem acesso aos fundos depositados.
O caso ocorre em meio ao endurecimento regulatório sul-coreano sobre exchanges e plataformas de criptoativos.
O caso da Delio se insere em uma onda de processos judiciais que a Coreia do Sul tem conduzido contra operadores do mercado cripto. O país já havia protagonizado outro processo de grande repercussão com o fundador da Terra/Luna, Do Kwon, cujo colapso em 2022 gerou perdas bilionárias em escala global.
Custódia própria: a lição por trás dos escândalos
Casos como o da Delio reforçam um princípio amplamente debatido no ecossistema cripto: manter ativos sob custódia própria, por meio de carteiras de hardware, elimina o risco de contraparte. Quando uma plataforma centralizada falha ou age de má-fé, os recursos depositados nela podem se tornar inacessíveis — ou simplesmente desaparecer.
Para quem mantém criptoativos no Brasil, entender as implicações legais e fiscais também é fundamental. Confira o guia completo de criptomoedas para saber como declarar seus ativos corretamente perante a Receita Federal.
📌 Nota editorial
As informações deste artigo são baseadas em reportagem publicada pela CryptoPotato. O KriptoHoje não teve acesso aos documentos judiciais originais e reproduz os dados conforme divulgados pela fonte.
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