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Chaves públicas expostas: 6 milhões de bitcoin em risco teórico

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Mais de 6 milhões de bitcoin estão associados a chaves públicas já visíveis na blockchain, segundo a Glassnode, enquanto Justin Drake pede preparação para possíveis ataques viabilizados por IA.

Mais de 6 milhões de bitcoin estão atrás de chaves públicas expostas on-chain. Segundo a CoinDesk, isso equivale a 31,2% da oferta em circulação, cerca de 5 a 6 pontos percentuais acima da mínima de 2023, de acordo com dados da Glassnode.

O cofundador da Glassnode, Rafael Schultze-Kraft, afirmou que a oferta exposta cresceu 222 mil BTC (US$ 18,2 bilhões) desde o relatório de maio da empresa. No mesmo período, a oferta total de bitcoin aumentou apenas 64 mil BTC.

Exchanges e instituições: exposição muito desigual

As corretoras responderam por 123 mil BTC do aumento e hoje mantêm 1,79 milhão de BTC atrás de chaves públicas visíveis. A proporção varia bastante entre as plataformas.

🏦 Exchanges

A parcela exposta da Coinbase é de 10%. Na Binance, chega a 83%.

📊 Gestoras e fintechs

A Fidelity detém cerca de 375 mil BTC, com apenas 2% expostos. Grayscale tem 49%, Revolut 99% e Robinhood 100%.

🏛️ Governos

As carteiras de EUA, Reino Unido e El Salvador não mostram exposição por essa metodologia.

Como as chaves públicas ficam visíveis

De acordo com a reportagem, chaves públicas podem aparecer pela reutilização de endereços ou diretamente em certos tipos de saída, como os antigos pay-to-public-key e o Taproot.

Um computador quântico suficientemente capaz, ou um avanço matemático hipotético, poderia permitir que um atacante derivasse as chaves privadas correspondentes.

📌 Nota editorial

Os números medem o uso de endereços, não um risco de segurança imediato. Segundo a fonte, nenhum ataque prático contra chaves de carteiras de bitcoin ou ether foi demonstrado.

O alerta de Justin Drake sobre IA

A atualização vem junto de um aviso do pesquisador de Ethereum Justin Drake, que pediu ao setor preparação para o chamado “modo bunker”. Para ele, num cenário extremo, a IA poderia achar um atalho para quebrar a criptografia de carteiras “em meses, não anos”, antes da chegada dos computadores quânticos.

Exposição não é o mesmo que ataque

O dado da Glassnode mostra quanto bitcoin teria chave pública visível caso a criptografia fosse algum dia comprometida. Trata-se de dimensionar o problema, não de indicar uma falha já explorada.

O que isso significa para quem investe no Brasil

O levantamento mostra que a exposição depende da forma de custódia e do histórico de uso dos endereços. Quem guarda bitcoin pode conferir como sua carteira ou plataforma gerencia endereços, evitando a reutilização, que é uma das formas de expor a chave pública.

Leia também: guia completo de Bitcoin para iniciantes.

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Analista de suporte técnico da KriptoBR. Trabalha com suporte a carteiras de hardware e com a documentação de procedimentos de recuperação e verificação de dispositivos.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
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Paulo Henrique
Analista de suporte técnico da KriptoBR. Trabalha com suporte a carteiras de hardware e com a documentação de procedimentos de recuperação e verificação de dispositivos.

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