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Citi vai oferecer custódia de Bitcoin para instituições

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O Citibank, um dos maiores bancos do mundo com US$ 2,8 trilhões sob gestão, prepara o lançamento de um programa de custódia de Bitcoin destinado a clientes institucionais — mais um sinal de que Wall Street segue se aproximando dos ativos digitais.

O Citibank está prestes a dar um passo significativo no mercado de criptoativos. Segundo informações publicadas pelo portal Watcher Guru, o banco planeja lançar um programa chamado Bitcoin Custody+, que permitirá a clientes institucionais guardar Bitcoin diretamente em sua plataforma, ao lado de ativos financeiros tradicionais como ações e títulos.

A iniciativa representa uma mudança relevante na postura de grandes bancos americanos em relação ao Bitcoin. Enquanto por anos o setor financeiro tradicional manteve distância dos criptoativos, instituições do porte do Citi passaram a enxergar a demanda crescente de fundos, gestoras e clientes corporativos como um fator impossível de ignorar.

Leia tambem: guia completo de Bitcoin para iniciantes.

O que é o programa Bitcoin Custody+

Conforme relatado pela Watcher Guru, o Bitcoin Custody+ do Citi foi desenhado especificamente para o segmento institucional. A proposta central é permitir que gestoras de patrimônio, fundos de pensão e outros grandes investidores mantenham Bitcoin custodiado com a mesma segurança e conformidade regulatória aplicada a ativos convencionais.

🏦 Custódia integrada

Bitcoin será mantido na mesma plataforma que ativos tradicionais, facilitando a gestão unificada de portfólios institucionais.

🏛️ Foco regulatório

O programa busca atender às exigências de conformidade que clientes institucionais precisam cumprir antes de alocar em criptoativos.

💼 Público-alvo

Fundos de pensão, gestoras de patrimônio e corporações com demanda crescente por exposição ao Bitcoin de forma segura e estruturada.

📊 Escala da gestora

Com US$ 2,8 trilhões em ativos sob gestão, o Citi tem capacidade para movimentar volumes expressivos no mercado de cripto institucional.

Um movimento alinhado com a tendência global

O Citi não está sozinho nessa direção. Nos últimos meses, bancos como JPMorgan, Goldman Sachs e Bank of New York Mellon também ampliaram suas ofertas relacionadas a criptoativos para clientes selecionados. A aprovação dos ETFs de Bitcoin à vista nos Estados Unidos, no início de 2024, acelerou esse movimento ao legitimar o ativo perante reguladores e investidores conservadores.

Custódia bancária vs. autocustódia

A custódia bancária de Bitcoin oferece conveniência e conformidade regulatória para grandes instituições. No entanto, no ecossistema cripto, o princípio de “not your keys, not your coins” segue relevante: quem não controla as chaves privadas não tem posse direta do ativo. Para investidores individuais que buscam soberania total sobre seus Bitcoin, as hardware wallets continuam sendo a alternativa de referência em segurança.

Para o mercado de custódia de Bitcoin como um todo, a entrada de um banco da envergadura do Citi pode significar tanto maior liquidez quanto mais legitimidade perante reguladores ao redor do mundo. O Brasil, que já conta com arcabouço regulatório próprio para criptoativos desde 2023, tende a acompanhar de perto esses desenvolvimentos internacionais.

📌 Nota editorial

As informações sobre o programa Bitcoin Custody+ do Citi foram originalmente reportadas pelo portal Watcher Guru. O KriptoHoje não teve acesso a comunicados oficiais do banco até o fechamento desta edição. Detalhes do lançamento, como datas e condições de acesso, ainda não foram confirmados publicamente pela instituição.

Importante: não damos recomendação de investimento

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O KriptoHoje não é consultor de investimentos e não recomenda a compra, venda ou manutenção de qualquer ativo. Investimento em criptoativos envolve risco elevado de perda total.

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