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CLARITY Act: o que diz a versão final do projeto cripto

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O Comitê Bancário do Senado dos EUA revelou o texto final do CLARITY Act dois dias antes da votação marcada para 14 de maio — o projeto redesenha as regras para cripto, DeFi e bancos no país.

No dia 12 de maio, o Comitê Bancário do Senado dos Estados Unidos divulgou a versão atualizada do CLARITY Act, sigla para Digital Asset Market Clarity Act. O texto foi publicado dois dias antes da sessão de marcação agendada para 14 de maio, quando os senadores debatem e propõem emendas ao projeto formalmente.

Segundo a CryptoSlate, o projeto estabelece um novo conjunto de regras para intermediários de ativos digitais, define o tratamento regulatório de determinados tokens de rede, amplia as atribuições dos reguladores federais de mercado e abre caminho para que bancos tradicionais ofereçam serviços relacionados a criptoativos.

A proposta é considerada uma das mais abrangentes já apresentadas no Congresso americano sobre o tema. O seu avanço sinaliza que o debate regulatório nos EUA entrou em uma fase concreta, após anos de discussões fragmentadas entre agências como a SEC e a CFTC.

O que o CLARITY Act propõe na prática

O texto final do projeto toca em quatro pilares centrais. O primeiro deles é a classificação dos tokens de rede: o projeto busca criar critérios objetivos para distinguir quando um token digital é tratado como valor mobiliário — sob supervisão da SEC — ou como commodity — sob a CFTC. Essa distinção tem sido uma das principais fontes de conflito jurídico no setor.

O segundo pilar envolve os intermediários de ativos digitais, como exchanges e custodiantes. O CLARITY Act propõe que essas entidades se submetam a um regime regulatório claro, com obrigações de registro, divulgação e proteção ao usuário — algo que hoje ocorre de forma irregular ou inexistente em muitos casos.

🏛️ Classificação de tokens

Define critérios para separar tokens como valores mobiliários (SEC) ou commodities (CFTC), encerrando anos de ambiguidade legal.

🏦 Bancos e cripto

Abre caminho regulatório para que instituições financeiras tradicionais ofereçam custódia e outros serviços com ativos digitais.

🔗 Intermediários digitais

Exchanges e custodiantes passariam a ter obrigações formais de registro, transparência e proteção ao usuário.

⚖️ Expansão regulatória

SEC e CFTC teriam seus papéis ampliados e melhor definidos no monitoramento do mercado de ativos digitais.

O impacto para o ecossistema DeFi

Um dos pontos mais sensíveis do projeto diz respeito ao setor de finanças descentralizadas. O CLARITY Act pode impor exigências de conformidade a protocolos e plataformas DeFi que, por definição, operam sem uma entidade central responsável — o que levanta questões técnicas e filosóficas complexas sobre como aplicar regras tradicionais a estruturas autônomas.

Leia também: o que é DeFi e como funciona.

Por que isso importa para o mercado global?

Os EUA ainda são a maior economia do mundo e suas decisões regulatórias criam precedentes que influenciam legisladores em outros países, incluindo o Brasil. Uma estrutura legal clara para cripto nos EUA pode acelerar a adoção institucional globalmente e reduzir a incerteza jurídica que hoje afasta capital do setor.

O projeto ainda precisará passar pela sessão de marcação, ser votado no plenário do Senado e, posteriormente, ser conciliado com eventuais versões da Câmara dos Representantes. O caminho legislativo é longo, mas o simples avanço do texto já é interpretado por analistas como um sinal relevante de maturidade regulatória.

📰 Nota editorial

As informações deste artigo são baseadas no texto publicado pelo portal CryptoSlate em 12 de maio de 2025. O KriptoHoje acompanhará os desdobramentos da votação e publicará atualizações conforme o processo legislativo avance.

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