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Coinbase e Better financiam hipoteca lastreada em Bitcoin

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Pela primeira vez, um imóvel foi financiado nos EUA usando Bitcoin como garantia dentro de um modelo aprovado pela Fannie Mae — e a parceria entre Coinbase e Better já planeja levar o produto a escala nacional.

A exchange de criptoativos Coinbase e a fintech hipotecária Better anunciaram ter concluído o primeiro financiamento imobiliário dos Estados Unidos estruturado com Bitcoin como colateral e dentro dos critérios aceitos pela agência governamental Fannie Mae. A operação marca uma mudança de patamar na forma como ativos digitais podem ser utilizados em transações do mercado financeiro tradicional.

Segundo a The Block, as duas empresas já planejam expandir o modelo para todo o território americano em breve. A iniciativa representa uma tentativa concreta de aproximar o universo dos criptoativos ao crédito imobiliário — um dos mercados mais regulados e volumosos dos EUA.

Na prática, o mutuário utilizou sua posição em Bitcoin custodiado na Coinbase como garantia para obter o crédito junto à Better, sem precisar liquidar os ativos. O modelo permite que o tomador mantenha exposição ao BTC enquanto acessa crédito imobiliário em dólares — uma estrutura que já existe em outras modalidades de crédito, mas que agora chega ao segmento de hipotecas com respaldo institucional.

Leia tambem: guia completo de Bitcoin para iniciantes.

Como funciona a hipoteca com colateral em Bitcoin

A estrutura da operação envolve o bloqueio do Bitcoin do tomador como garantia adicional ao financiamento. Em caso de inadimplência ou queda brusca no valor do ativo, mecanismos de proteção — como chamadas de margem — podem ser acionados para reequilibrar a relação entre garantia e dívida.

🏠 Hipoteca com BTC como garantia

O tomador mantém seus bitcoins custodiados na Coinbase e os usa como colateral sem precisar vendê-los para obter o financiamento imobiliário.

🏛️ Aprovação pela Fannie Mae

A estrutura foi aprovada dentro dos critérios da Fannie Mae, agência que garante liquidez ao mercado hipotecário americano, conferindo legitimidade institucional ao produto.

📡 Expansão nacional planejada

Coinbase e Better pretendem disponibilizar o produto em escala para todos os estados americanos, ampliando o acesso a crédito imobiliário lastreado em criptoativos.

🔗 Integração TradFi + Cripto

A operação ilustra a crescente convergência entre finanças tradicionais e ativos digitais, especialmente à medida que o ambiente regulatório nos EUA se torna mais favorável.

Por que isso importa para o mercado cripto?

A aceitação do Bitcoin como colateral em hipotecas aprovadas por uma agência federal americana sinaliza um avanço significativo no reconhecimento institucional do ativo. Até pouco tempo atrás, esse tipo de operação era visto como inviável dentro dos marcos regulatórios tradicionais. A mudança abre precedente para que outros credores e agências avaliem modelos similares.

O movimento acontece em um contexto de maior clareza regulatória nos Estados Unidos para o setor de criptoativos. Com um ambiente mais receptivo em Washington, empresas como a Coinbase têm acelerado iniciativas que conectam o mercado digital ao sistema financeiro convencional — e o crédito imobiliário é um dos segmentos de maior impacto para a população em geral.

Para os detentores de Bitcoin que também desejam adquirir imóveis, o produto oferece uma alternativa ao dilema clássico de vender o ativo para levantar recursos. A estrutura, no entanto, carrega riscos próprios: a volatilidade do BTC pode exigir reforços de garantia em momentos de queda acentuada do mercado.

📰 Nota editorial

As informações desta reportagem são baseadas na publicação original da The Block, veículo especializado em cobertura do mercado de criptoativos e blockchain. O KriptoHoje reescreveu e contextualizou o conteúdo de forma independente para o leitor brasileiro.

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Analista de suporte técnico da KriptoBR. Trabalha com configuração de carteiras de hardware e diagnóstico de problemas de autocustódia relatados por clientes.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
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Marcio Fagundes
Analista de suporte técnico da KriptoBR. Trabalha com configuração de carteiras de hardware e diagnóstico de problemas de autocustódia relatados por clientes.

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