Para forçar a Apple a agir contra um clone fraudulento na App Store, a equipe do DeFiLlama usou uma carteira com criptomoedas reais como isca — e o golpe funcionou em questão de dias.
A plataforma de dados DeFiLlama adotou uma estratégia incomum para combater um aplicativo falsificado que estava circulando na App Store da Apple: financiou uma carteira de criptomoedas real e a conectou ao app fraudulento, gerando evidências concretas de dano financeiro. Segundo a BeInCrypto, a tática foi necessária após tentativas anteriores de denúncia serem ignoradas pela plataforma da Apple.
O clone do DeFiLlama estava disponível na loja oficial da Apple se passando pelo aplicativo legítimo. Usuários que o baixavam tinham suas carteiras digitais comprometidas, com os fundos sendo drenados assim que conectavam suas contas. A equipe identificou o problema, mas alegou que os canais tradicionais de reporte da Apple não resultaram em ação imediata.
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A estratégia da isca: cripto real como prova de golpe
Diante da inércia, a equipe do DeFiLlama decidiu agir de forma direta. Criou uma carteira, depositou criptomoedas reais e a conectou ao aplicativo falso. O objetivo era documentar, com evidências irrefutáveis, que o app estava ativo e causando prejuízos financeiros concretos a usuários reais.
A abordagem funcionou. Segundo a BeInCrypto, a Apple removeu o aplicativo fraudulento poucos dias após a equipe apresentar as provas de dano real. O episódio expõe uma falha significativa nos processos de moderação da App Store, onde denúncias sem evidências financeiras documentadas podem ser tratadas com menor urgência.
Um clone idêntico ao app oficial do DeFiLlama estava disponível na App Store, drenando fundos de usuários que conectavam suas carteiras.
A equipe usou uma carteira real com cripto como isca para gerar prova concreta de dano financeiro e forçar a resposta da Apple.
A Apple removeu o app fraudulento dias após receber as evidências concretas, segundo relato publicado pela BeInCrypto.
O caso evidencia que lojas oficiais como a App Store ainda são vulneráveis a apps maliciosos voltados ao ecossistema cripto.
Lojas oficiais não são garantia de segurança
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