Pela primeira vez na história, quase 1 em cada 5 negociações de criptomoedas à vista foi realizada em uma exchange descentralizada — um marco que reflete mudanças estruturais no mercado cripto.
O mês de julho foi marcado por uma virada histórica no mercado de criptomoedas. Segundo dados analisados pela CryptoSlate, as exchanges descentralizadas (DEXs) atingiram uma participação recorde de 19,5% do volume combinado de negociações à vista, enquanto as plataformas centralizadas — conhecidas como CEXs — registraram sua pior performance mensal desde outubro de 2023.
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O que aconteceu com as CEXs em julho?
Segundo a CryptoSlate, as exchanges centralizadas sofreram uma queda de 31,2% no volume de negociações à vista em julho, encerrando o mês com US$ 727 bilhões movimentados. É o menor total mensal registrado desde outubro de 2023 — um recuo expressivo que levanta questionamentos sobre o comportamento dos investidores nesse período.
As DEXs também recuaram, mas de forma bem mais modesta: a queda foi de apenas 9,82%, com volume total de US$ 176 bilhões. Essa diferença de ritmo foi suficiente para elevar a fatia das descentralizadas a um patamar inédito na série histórica.
Volume de US$ 727 bilhões, queda de 31,2% — menor nível desde outubro de 2023. Exchanges centralizadas são plataformas com custódia dos ativos pelo operador.
Volume de US$ 176 bilhões, queda de apenas 9,82%. Exchanges descentralizadas operam via contratos inteligentes, sem intermediários ou custódia central.
19,5% do volume combinado — recorde histórico para as DEXs. A tendência vem crescendo gradualmente nos últimos anos.
O volume das CEXs não ficava tão baixo desde outubro de 2023, sugerindo menor apetite especulativo ou migração estrutural de usuários.
CEX vs. DEX: entenda a diferença
Uma exchange centralizada (CEX) funciona de forma similar a uma corretora tradicional: a plataforma guarda os ativos dos usuários, processa as ordens e serve como intermediária entre compradores e vendedores. Exemplos conhecidos incluem Binance, Coinbase e Kraken.
Já uma exchange descentralizada (DEX) opera diretamente na blockchain, por meio de contratos inteligentes. O usuário mantém a custódia dos próprios ativos durante toda a negociação, sem precisar confiar em uma empresa terceira. Uniswap, PancakeSwap e Curve são exemplos populares.
Por que esse recorde importa?
A crescente fatia das DEXs no volume global não significa necessariamente que as CEXs estão “perdendo” para sempre — mas indica que uma parcela relevante dos usuários está optando por protocolos sem custódia centralizada. Para o ecossistema cripto como um todo, mais volume descentralizado pode representar maior resistência a eventos como falências de exchanges, bloqueios regulatórios e hacks em plataformas centrais.
📰 Fonte
Os dados deste artigo foram publicados originalmente pela CryptoSlate, portal especializado em análise do mercado de criptomoedas.
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