O Departamento de Justiça dos EUA uniu forças com gigantes do setor privado para desmantelar redes de fraude que usavam criptomoedas — e os resultados chegaram aos milhões de dólares.
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) conduziu uma operação coordenada batizada de “Disruption Week”, voltada ao combate de fraudes digitais que envolviam criptoativos. A iniciativa contou com a participação ativa de empresas como Coinbase, SpaceX e Meta, marcando uma colaboração inédita entre o poder público e o setor privado nesse tipo de ação.
Segundo o The Block, a operação resultou no congelamento de US$ 3,8 milhões em criptomoedas e na desativação de aproximadamente 1,4 milhão de contas identificadas como vinculadas a atividades fraudulentas. Os golpes em questão incluíam esquemas de “pig butchering” — modalidade em que as vítimas são manipuladas emocionalmente antes de serem induzidas a transferir fundos.
A participação da Coinbase envolveu o compartilhamento de inteligência sobre endereços suspeitos e o bloqueio de transações ligadas às redes criminosas. Já a Meta atuou na identificação e remoção de perfis falsos usados para atrair vítimas nas redes sociais. A SpaceX, por sua vez, colaborou com dados de conectividade relevantes para rastrear operadores dos esquemas.
Valor em criptoativos bloqueado durante a “Disruption Week” do DOJ em parceria com empresas privadas.
Contas ligadas a golpes foram desativadas em plataformas digitais como parte da operação coordenada.
Coinbase, SpaceX e Meta colaboraram com o DOJ, cada uma com papéis distintos na operação.
Golpe em que vítimas são manipuladas emocionalmente para depois transferirem fundos a criminosos.
O que é “pig butchering”?
O termo, traduzido livremente como “abate do porco”, descreve um esquema em que golpistas cultivam relacionamentos de confiança com as vítimas ao longo de semanas ou meses — geralmente por aplicativos de mensagens ou redes sociais — antes de convencê-las a investir em plataformas falsas de criptomoedas. Quando os fundos são transferidos, os criminosos desaparecem. O FBI estima que esse tipo de golpe gerou bilhões de dólares em prejuízos globais nos últimos anos.
A operação reflete uma tendência crescente: autoridades regulatórias e policiais ao redor do mundo têm buscado parcerias com empresas de tecnologia e exchanges para ampliar a capacidade de rastreamento e bloqueio de ativos ligados ao crime. No Brasil, o tema também ganha relevância, já que golpes com criptoativos têm crescido nos últimos anos.
Leia também: como identificar golpes com criptomoedas.
📰 Nota editorial
As informações desta reportagem são baseadas em publicação do The Block, veículo especializado em cobertura do mercado de criptoativos. O KriptoHoje não teve acesso independente aos documentos oficiais do DOJ e não confirmou os valores de forma autônoma.
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