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DOJ Congela US$ 3,8 Mi em Cripto com Ajuda de Grandes Empresas

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O Departamento de Justiça dos EUA bloqueou US$ 3,8 milhões em criptomoedas vinculadas a esquemas de fraude operados pelo crime organizado no Sudeste Asiático — com colaboração direta de Coinbase, SpaceX e Meta.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) anunciou o congelamento de aproximadamente US$ 3,8 milhões em criptoativos ligados a redes de fraude operadas por grupos do crime organizado no Sudeste Asiático. A ação foi conduzida por uma força-tarefa especializada e contou com a cooperação de algumas das maiores empresas de tecnologia e finanças do mundo: Coinbase, SpaceX e Meta.

Segundo a Decrypt, os esquemas investigados envolvem o que ficou conhecido como “pig butchering” — um tipo de golpe em que vítimas são abordadas digitalmente, ganham a confiança dos criminosos ao longo de semanas e, por fim, são levadas a investir quantias em cripto que simplesmente desaparecem.

As operações fraudulentas investigadas tinham origem em complexos controlados por facções criminosas em países como Mianmar, Camboja e Laos — regiões onde trabalhadores, muitas vezes traficados, são forçados a operar centrais de golpes digitais em larga escala.

Leia tambem: guia completo de criptomoedas.

Como as empresas ajudaram na investigação

A cooperação entre o setor privado e as autoridades foi determinante para o êxito da operação. Cada empresa contribuiu de forma distinta para rastrear e bloquear os recursos ilícitos.

🏦 Coinbase

A maior exchange dos EUA forneceu informações sobre contas e transações suspeitas, permitindo rastrear o fluxo dos criptoativos até os endereços controlados pelos fraudadores.

🚀 SpaceX

A empresa de Elon Musk contribuiu com dados de conectividade via Starlink, serviço de internet por satélite utilizado em regiões remotas onde os complexos criminosos operam.

📱 Meta

A controladora do Facebook e do WhatsApp auxiliou no mapeamento de perfis falsos e grupos usados pelos criminosos para abordar e manipular as vítimas nas redes sociais.

O que é o golpe “pig butchering”?

Para quem está começando no mundo das criptomoedas, entender esse tipo de fraude é essencial. O nome em inglês faz referência à prática de “engordar o porco antes de abatê-lo”: os golpistas cultivam um relacionamento de confiança com a vítima — muitas vezes se passando por pretendentes românticos ou consultores financeiros — antes de induzir transferências em cripto para plataformas falsas de investimento.

Por que cripto é alvo frequente de fraudes?

Transações em criptomoedas são irreversíveis e, em muitos casos, difíceis de rastrear sem ferramentas especializadas. Isso torna o ativo atraente para criminosos. Por outro lado, o registro público das transações em blockchain foi exatamente o que permitiu às autoridades identificar e bloquear os fundos neste caso.

A operação do DOJ reforça uma tendência crescente: agências governamentais estão cada vez mais capacitadas — e conectadas ao setor privado — para combater crimes financeiros que envolvem criptoativos. A colaboração com empresas como Coinbase, que possui obrigações de conformidade (KYC/AML), demonstra como a regulação do setor pode ter efeitos práticos na repressão a fraudes.

📌 Nota editorial

As informações deste artigo são baseadas em reportagem originalmente publicada pela Decrypt. O KriptoHoje não teve acesso aos documentos judiciais da operação e apresenta os dados conforme divulgados pela fonte.

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