Cinco empresas do setor de criptomoedas aguardam autorização formal do Banco Central do Brasil — um sinal claro de que a regulação do mercado cripto nacional avança a passos concretos.
O Banco Central do Brasil tem ao menos cinco processos de autorização em aberto envolvendo empresas do setor de criptoativos. A informação foi apurada pelo Portal do Bitcoin, que mapeou as companhias com pedidos de licença pendentes junto à autarquia. Entre elas, a Onda Finance já havia sido revelada anteriormente; as demais quatro surgem agora com mais detalhes sobre seus perfis e intenções regulatórias.
A movimentação ocorre no contexto da regulamentação das prestadoras de serviços de ativos virtuais (VASPs) no Brasil, marco legal que obriga exchanges e demais plataformas cripto a obterem licença do Banco Central para operar legalmente no país. O prazo para adequação já está em curso, e empresas que não obtiverem autorização poderão ser impedidas de atuar.
Quais são as cinco empresas?
Segundo o Portal do Bitcoin, além da Onda Finance — fintech focada em tokenização de ativos —, outras quatro companhias figuram nos registros públicos do Banco Central com processos de autorização em andamento. Os nomes e detalhes completos foram identificados na base de dados oficial da autarquia, acessível a qualquer cidadão.
Fintech de tokenização de ativos, foi a primeira a ter seu pedido de licença amplamente divulgado. Opera com foco em ativos digitais lastreados em recebíveis e títulos financeiros.
Mais quatro empresas constam nos registros públicos do BCB com processos em aberto. Os dados estão disponíveis no portal de consulta de autorizações da autarquia, acessíveis mediante pesquisa pelo ramo de atividade de ativos virtuais.
A consulta aos processos pode ser feita diretamente no sistema de acompanhamento de autorizações do Banco Central, filtrando pelo segmento de ativos virtuais. A transparência do processo é considerada positiva por especialistas, pois permite ao mercado e aos consumidores acompanhar quais players estão em fase de regularização.
O que significa ter um processo aberto no BCB?
Um processo de autorização em aberto não significa que a empresa já está licenciada — indica que o pedido foi protocolado e está sob análise. O Banco Central avalia critérios como solidez financeira, governança corporativa, controles de prevenção à lavagem de dinheiro (PLD) e capacidade operacional antes de conceder a licença definitiva.
Regulação em marcha: o que muda para o investidor?
A exigência de licença formal representa uma mudança estrutural para o mercado cripto brasileiro. Empresas autorizadas ficam sujeitas a regras mais rígidas de transparência, segregação de patrimônio e reporte ao regulador — o que, na teoria, oferece maior proteção aos usuários.
Para quem já utiliza plataformas de criptomoedas no Brasil, vale acompanhar se a exchange ou corretora de sua preferência possui ou está em processo de obtenção de autorização junto ao BCB. A ausência de licença, após o encerramento do período de transição, pode levar ao encerramento compulsório das operações.
📌 Nota Editorial
As informações sobre os processos de autorização foram apuradas pelo Portal do Bitcoin com base em dados públicos disponíveis no sistema do Banco Central do Brasil. O KriptoHoje recomenda sempre verificar a situação regulatória de qualquer plataforma antes de realizar depósitos ou operações.
E por falar em obrigações regulatórias: com a regulação avançando, cresce também a fiscalização da Receita Federal sobre operações com criptoativos. Saber como declarar seus investimentos corretamente é fundamental para evitar problemas com o Fisco.
Leia tambem: como declarar Bitcoin no IR 2026.
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