A Fidelity estuda uma reformulação significativa do seu ETF de Ethereum: além de incorporar staking, o fundo passaria a distribuir rendimentos trimestrais em dinheiro aos cotistas.
A gestora americana Fidelity Investments estaria avaliando uma atualização relevante para o seu fundo negociado em bolsa lastreado em Ethereum (ETH). Segundo informações divulgadas pelo portal CryptoPotato, o produto poderia passar a oferecer duas novidades: a participação em staking da rede e a distribuição de rendimentos trimestrais em dinheiro para os investidores.
O movimento viria na esteira do lançamento do ETHB, produto da concorrente BlackRock que estreou recentemente com uma estrutura semelhante. A disputa entre as duas gigantes de Wall Street pelo mercado de ETFs de cripto aponta para uma tendência crescente de sofisticação dos produtos institucionais baseados em ativos digitais.
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O que mudaria no ETF da Fidelity?
Segundo a CryptoPotato, as alterações planejadas pela Fidelity envolveriam duas frentes principais. A primeira diz respeito à ativação do staking dentro do fundo — ou seja, os ETH mantidos como reserva do produto seriam delegados para validar transações na rede Ethereum, gerando recompensas adicionais. A segunda novidade seria a distribuição periódica desses ganhos na forma de pagamentos em dinheiro a cada trimestre, funcionando de modo similar a dividendos em fundos tradicionais.
Os ETH do fundo seriam usados para validar transações na rede, gerando recompensas que complementam o retorno do produto.
Os rendimentos obtidos via staking seriam distribuídos em dinheiro a cada trimestre, aproximando o produto de estruturas já conhecidas no mercado tradicional.
A iniciativa vem logo após o lançamento do ETHB pela BlackRock, acirando a competição entre as maiores gestoras do mundo no segmento de ETFs cripto.
Qualquer mudança estrutural no fundo depende de aval da SEC, o regulador de mercado de capitais dos Estados Unidos.
Contexto: a corrida dos ETFs de Ethereum
Os ETFs de Ethereum à vista foram aprovados nos Estados Unidos em 2024 e desde então acumulam volumes crescentes de captação. A entrada de grandes nomes como Fidelity, BlackRock e Grayscale nesse mercado transformou a forma como investidores institucionais acessam o segundo maior ativo cripto por capitalização de mercado.
A inclusão do staking, porém, representa um passo além. Trata-se de uma funcionalidade nativa da rede Ethereum — que desde a transição para o mecanismo Proof of Stake, em 2022, recompensa participantes que trancam ETH como garantia para a validação de blocos. Trazer esse mecanismo para dentro de um produto regulado exige aprovação dos órgãos competentes e uma estrutura operacional específica.
O que é staking no Ethereum?
No Ethereum, o staking consiste em bloquear uma quantidade de ETH como garantia para participar da validação de transações na rede. Em troca, os validadores recebem recompensas proporcionais ao valor depositado. A taxa de retorno anual varia conforme o volume total de ETH em staking na rede — e tem oscilado entre 3% e 5% ao ano nos últimos meses.
Para o investidor de varejo, a proposta da Fidelity teria um apelo direto: em vez de apenas acompanhar o preço do ETH, o fundo passaria a gerar um fluxo de caixa periódico — algo mais familiar para quem está acostumado a fundos imobiliários, debêntures ou ações com dividendos.
📰 Nota editorial
As informações sobre os planos da Fidelity foram reportadas pela CryptoPotato com base em fontes do setor. Até a publicação desta matéria, a Fidelity não havia confirmado oficialmente as mudanças nem protocolado novos documentos junto à SEC referentes a essa reestruturação.
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