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Ethereum cai 65% frente ao Bitcoin desde o Merge

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Um insider do ecossistema Ethereum aponta falhas estruturais de desenvolvimento — e não dinâmicas de mercado — como o principal motivo para a desvalorização de 65% do ETH frente ao Bitcoin desde o Merge.

Desde a migração do Ethereum para o modelo proof-of-stake, conhecida como The Merge e concluída em setembro de 2022, o Ether (ETH) acumula uma desvalorização de aproximadamente 65% em relação ao Bitcoin (BTC). Para muitos observadores, essa perda relativa seria reflexo natural de ciclos de mercado. Mas uma voz de dentro do próprio ecossistema diverge dessa explicação.

Segundo a BeInCrypto, um insider com atuação direta no desenvolvimento do Ethereum atribuiu a queda à chamada “dívida de execução” — um acúmulo de decisões técnicas e estratégicas adiadas ou mal implementadas ao longo dos anos, que teriam comprometido a competitividade e a percepção de valor da rede perante os investidores e desenvolvedores.

A expressão faz alusão ao conceito de dívida técnica, comum na engenharia de software: quando atalhos e decisões de curto prazo se acumulam, o custo para corrigi-los cresce exponencialmente. No caso do Ethereum, o argumento é que a rede priorizou a transição de consenso — o Merge — sem resolver gargalos fundamentais de desempenho, escalabilidade da camada base e clareza de roadmap para desenvolvedores e usuários.

🔗 O que é o Merge?

Transição do Ethereum de proof-of-work para proof-of-stake, concluída em setembro de 2022. Reduziu o consumo energético da rede em ~99,9%, mas não aumentou diretamente a capacidade de transações.

📉 A queda relativa

O par ETH/BTC acumula desvalorização de cerca de 65% desde o Merge, indicando que o Bitcoin valorizou consideravelmente mais do que o Ethereum no mesmo período.

⚙️ Dívida de execução

Termo usado pelo insider para descrever o acúmulo de promessas técnicas não cumpridas e decisões de desenvolvimento postergadas que afetaram a confiança no ecossistema ETH.

🔄 Ciclo de mercado vs. estrutura

A visão predominante atribui o desempenho inferior do ETH a ciclos naturais. O insider rejeita essa narrativa e aponta causas internas e controláveis pela comunidade de desenvolvimento.

A crítica ganha peso num contexto em que o Ethereum enfrenta pressão crescente de redes concorrentes como Solana, que vêm atraindo volume de transações, projetos de finanças descentralizadas e atenção institucional. A narrativa de que o ETH “perdeu o fio da meada” após o Merge circula há meses em fóruns especializados — e agora encontra respaldo em uma fonte interna ao próprio projeto.

O que diz o insider

De acordo com o relato publicado pela BeInCrypto, o insider sustenta que a comunidade Ethereum precisa reconhecer a dívida de execução acumulada antes de esperar uma reversão do desempenho relativo frente ao Bitcoin. Sem enfrentar os problemas estruturais — e não apenas os de mercado —, a tendência de perda de terreno pode continuar independentemente do ciclo de alta.

Vale lembrar que o Ethereum continua sendo a maior plataforma de contratos inteligentes do mundo por valor total bloqueado (TVL) e número de desenvolvedores ativos. Atualizações como o Dencun, implementado em março de 2024, reduziram significativamente as taxas nas redes de camada 2. Mesmo assim, críticos argumentam que melhorias na camada base seguem lentas e que a comunicação do roadmap ao mercado é pouco eficaz.

Para quem deseja entender melhor o funcionamento técnico e o histórico da segunda maior criptomoeda do mundo, o guia completo de Ethereum da KriptoBR detalha desde os conceitos básicos até as atualizações mais recentes da rede.

📌 Nota editorial

As informações deste artigo são baseadas em reportagem publicada pela BeInCrypto. O KriptoHoje não confirma de forma independente a identidade do insider mencionado na fonte original. Análises de desempenho de ativos envolvem múltiplas variáveis e não devem ser interpretadas como previsão de comportamento futuro.

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