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EUA propõem KYC obrigatório para emissores de stablecoins

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Reguladores americanos publicaram proposta formal exigindo que emissores de stablecoins implementem programas de identificação de clientes, alinhando o setor às normas antilavagem de dinheiro e combate ao financiamento do terrorismo.

Um conjunto de reguladores dos Estados Unidos divulgou, nesta quinta-feira (18), um documento de 117 páginas propondo novas exigências para emissores de stablecoins. A proposta prevê a criação de programas formais de identificação de usuários (KYC — Know Your Customer), obrigando essas empresas a operarem de maneira semelhante às instituições bancárias tradicionais no que diz respeito às regras de conformidade.

O texto foi assinado em conjunto pelo Federal Reserve (o banco central americano), pelo OCC (Escritório do Controlador da Moeda) e por outras agências federais, sinalizando um movimento coordenado das autoridades financeiras dos EUA em direção à regulamentação do mercado de ativos digitais lastreados.

Segundo a Livecoins, a proposta enquadra os emissores de stablecoins dentro do arcabouço das leis de combate à lavagem de dinheiro (AML) e de combate ao financiamento do terrorismo (CFT), exigindo procedimentos de verificação que já são padrão no sistema bancário convencional.

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O que muda na prática para os emissores

A proposta, se aprovada, obrigaria os emissores a coletar e verificar a identidade de seus clientes antes de permitir transações. Isso inclui a manutenção de registros detalhados e o monitoramento de operações suspeitas — práticas já consolidadas em bancos e corretoras regulamentadas, mas ainda ausentes em boa parte das plataformas de stablecoins descentralizadas ou semi-descentralizadas.

🏦 Modelo bancário

Emissores passariam a seguir os mesmos padrões de identificação de clientes exigidos de bancos e corretoras tradicionais nos EUA.

🔍 KYC obrigatório

A proposta exige coleta e verificação de identidade dos usuários antes da realização de qualquer transação com stablecoins.

🛡️ AML e CFT

O documento enquadra os emissores nas leis antilavagem de dinheiro e de combate ao financiamento do terrorismo já vigentes no sistema financeiro americano.

📋 117 páginas

A extensão do documento indica a profundidade da regulamentação proposta, cobrindo desde procedimentos operacionais até obrigações de monitoramento contínuo.

Contexto regulatório mais amplo

A iniciativa faz parte de uma tendência global de endurecimento regulatório sobre o mercado de ativos digitais. Nos últimos meses, tanto os EUA quanto a União Europeia — por meio do regulamento MiCA — têm intensificado esforços para enquadrar stablecoins dentro de marcos legais existentes, especialmente após episódios de colapso de projetos algorítmicos como o TerraUSD (UST).

Por que stablecoins estão no radar dos reguladores?

Stablecoins como USDT e USDC movimentam centenas de bilhões de dólares anualmente e são amplamente usadas em transferências internacionais, pagamentos e como reserva de valor dentro do ecossistema cripto. A escala dessas operações, sem as salvaguardas presentes no sistema bancário, acende alertas sobre riscos sistêmicos e potencial uso em atividades ilícitas — o que explica o interesse crescente dos reguladores.

A proposta ainda está em fase de consulta pública, o que significa que agentes do mercado, empresas de tecnologia e cidadãos poderão enviar comentários antes de qualquer decisão final. O prazo e os próximos passos formais não foram detalhados no documento inicial divulgado pelas agências.

📌 Nota editorial

Esta notícia é baseada em informações publicadas pela Livecoins. O KriptoHoje recomenda acompanhar os desdobramentos diretamente nos canais oficiais das agências reguladoras americanas.

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CEO da KriptoBR, Revenda oficial de carteiras de hardware no Brasil. Acompanha a evolução regulatória do setor de criptoativos no país e seus efeitos práticos sobre quem guarda os próprios ativos.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
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Jefferson Rondolfo
CEO da KriptoBR, Revenda oficial de carteiras de hardware no Brasil. Acompanha a evolução regulatória do setor de criptoativos no país e seus efeitos práticos sobre quem guarda os próprios ativos.

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