Uma análise da Galaxy Research ampliou o escopo do incidente envolvendo a carteira hardware Coldcard: a estimativa de perdas de Bitcoin agora chega a US$ 70 milhões, afetando mais de 1.190 endereços em menos de uma hora.
O que parecia um incidente isolado ganhou proporções muito maiores após uma investigação aprofundada. Segundo a Cointelegraph.com News, a divisão de pesquisa da Galaxy Digital identificou 1.196 endereços de Bitcoin que registraram saídas não autorizadas de fundos, totalizando 1.082,65 BTC — equivalente a aproximadamente US$ 70 milhões ao preço atual da moeda.
O dado que mais chama atenção é o intervalo de tempo: todas essas transações ocorreram dentro de uma janela de apenas 41 minutos. A concentração temporal sugere que o evento foi coordenado ou resultou de uma vulnerabilidade explorada de forma sistemática, e não de episódios aleatórios ou isolados.
A Coldcard é uma das carteiras hardware mais utilizadas por detentores avançados de Bitcoin, reconhecida por seu foco em segurança e por ser amplamente adotada no segmento self-custody. O incidente levanta questões sérias sobre os limites de proteção desses dispositivos e reacende o debate sobre boas práticas no armazenamento de criptoativos.
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O que se sabe sobre o incidente
Até o momento da publicação, os detalhes técnicos completos sobre a origem da vulnerabilidade ainda não foram divulgados publicamente pela fabricante da Coldcard, a Coinkite. A Galaxy Research conduziu sua análise de forma independente, rastreando padrões on-chain que conectam os endereços afetados.
Galaxy Research identificou 1.196 endereços de Bitcoin com saídas suspeitas vinculadas ao incidente.
1.082,65 BTC foram transferidos sem autorização aparente dos titulares, somando cerca de US$ 70 milhões.
Todas as transações suspeitas foram concentradas em um intervalo de apenas 41 minutos, indicando padrão sistêmico.
A Coinkite, empresa por trás da Coldcard, ainda não divulgou um relatório técnico detalhado sobre a vulnerabilidade explorada.
Segurança em self-custody: o que este caso evidencia
Carteiras hardware são frequentemente apresentadas como a camada mais robusta de proteção para quem mantém custódia própria de criptoativos. No entanto, episódios como este lembram que nenhum dispositivo é imune a falhas — sejam elas de firmware, de cadeia de suprimentos ou de processo de uso pelo próprio detentor.
Contexto: o que é uma carteira hardware?
Uma carteira hardware é um dispositivo físico que armazena as chaves privadas de criptoativos de forma offline, isolada da internet. Modelos como Coldcard, Trezor e Ledger são os mais conhecidos do mercado. A premissa central é que, sem exposição à rede, as chaves ficam protegidas de ataques remotos. Porém, vulnerabilidades de firmware ou falhas no processo de geração de chaves ainda podem representar riscos significativos.
A investigação da Galaxy Research ainda está em andamento, e os pesquisadores indicaram que novos dados podem alterar — para cima ou para baixo — a estimativa final de perdas. O rastreamento on-chain é uma ferramenta poderosa, mas a atribuição definitiva da causa raiz depende de informações técnicas que, até agora, não foram tornadas públicas.
📌 Nota editorial
Esta reportagem é baseada em análise publicada pela Cointelegraph.com News. O KriptoHoje acompanhará o caso e atualizará as informações conforme novos dados forem divulgados pela Galaxy Research ou pela Coinkite.
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