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FASB propõe stablecoins como equivalentes de caixa

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O principal órgão de normas contábeis dos Estados Unidos propõe critérios claros para que certas stablecoins sejam classificadas como equivalentes de caixa nos demonstrativos financeiros de empresas.

O Financial Accounting Standards Board (FASB), responsável por definir os padrões contábeis nos Estados Unidos, publicou uma proposta que estabelece condições específicas para que stablecoins possam ser tratadas como equivalentes de caixa nos balanços patrimoniais de companhias americanas. A iniciativa representa um passo relevante para a integração de ativos digitais à contabilidade corporativa tradicional.

Segundo a Cointelegraph.com News, o FASB deixou claro que a simples existência de liquidez no mercado secundário não é suficiente para essa classificação. Para se enquadrar na categoria de equivalente de caixa, a stablecoin precisaria oferecer ao detentor o direito de resgate direto junto ao emissor e contar com reservas líquidas na proporção de um para um em relação ao ativo de referência.

A proposta foi colocada em consulta pública, abrindo espaço para que empresas, auditores e demais partes interessadas apresentem suas considerações antes de qualquer decisão final. O FASB ainda não definiu um prazo para a implementação das novas diretrizes.

O que o FASB exige para a classificação?

De acordo com a proposta, não basta que uma stablecoin seja amplamente negociada em exchanges. O detentor precisa ter o direito contratual de resgatar o token diretamente com o emissor pelo valor nominal, e o emissor deve manter reservas líquidas suficientes para honrar todos os resgates. Stablecoins algorítmicas ou lastreadas em ativos ilíquidos ficariam de fora dessa classificação.

Por que isso importa para o mercado?

A classificação contábil de um ativo como equivalente de caixa tem peso significativo para empresas de capital aberto. Ela permite que o ativo seja apresentado próximo ao caixa no balanço, o que impacta indicadores de liquidez e pode influenciar decisões de crédito e análise de risco por parte de investidores e credores.

Atualmente, as orientações contábeis para criptoativos nos EUA ainda são fragmentadas. O próprio FASB publicou, em 2023, uma norma que exige que empresas mensurem ativos digitais como Bitcoin pelo valor justo, refletindo ganhos e perdas não realizados no resultado. A proposta sobre stablecoins segue esse movimento de construir uma estrutura contábil mais robusta para o setor.

✅ Critério 1: Resgate direto

O detentor deve ter direito contratual de resgatar a stablecoin diretamente com o emissor pelo valor nominal, sem depender de mercados secundários.

✅ Critério 2: Reservas 1 para 1

O emissor deve manter reservas líquidas equivalentes a 100% dos tokens em circulação, garantindo a conversibilidade imediata.

❌ Não elegível: Liquidez só em mercado secundário

A simples negociação em exchanges não basta. Sem direito de resgate com o emissor, a stablecoin não se qualifica como equivalente de caixa.

❌ Não elegível: Stablecoins algorítmicas

Modelos que mantêm o peg por mecanismos algorítmicos, sem reservas físicas equivalentes, ficam fora dos critérios propostos pelo FASB.

A proposta chega em um momento em que o debate regulatório sobre stablecoins avança tanto no Congresso americano quanto em outras jurisdições. Projetos de lei como o GENIUS Act e o STABLE Act também discutem requisitos de reserva e supervisão para emissores de stablecoins nos EUA, criando um ambiente regulatório em construção que tende a moldar o uso corporativo desses ativos.

📋 Nota editorial

A proposta do FASB ainda está em fase de consulta pública e não tem força de norma. Empresas que utilizam ou planejam utilizar stablecoins em seus balanços devem acompanhar o desenvolvimento das diretrizes e consultar seus auditores. Para entender como declarar criptomoedas no Brasil, confira o guia completo de criptomoedas.

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CEO da KriptoBR, Revenda oficial de carteiras de hardware no Brasil. Acompanha a evolução regulatória do setor de criptoativos no país e seus efeitos práticos sobre quem guarda os próprios ativos.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
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Jefferson Rondolfo
CEO da KriptoBR, Revenda oficial de carteiras de hardware no Brasil. Acompanha a evolução regulatória do setor de criptoativos no país e seus efeitos práticos sobre quem guarda os próprios ativos.

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