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Figure Q1: Como Blockchain Muda o Mercado Financeiro

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Os números do primeiro trimestre da Figure Technology Solutions chamaram a atenção de analistas da Bernstein, que apontam diferenças estruturais profundas entre plataformas blockchain e fintechs convencionais de crédito.

A Figure Technology Solutions divulgou seus resultados referentes ao primeiro trimestre de 2025, e os dados não passaram despercebidos entre especialistas do mercado financeiro. Analistas da gestora Bernstein avaliaram os números e concluíram que a empresa representa um modelo de negócios estruturalmente diferente das fintechs tradicionais de crédito — aquelas que operam com balanço patrimonial próprio para financiar empréstimos.

Segundo a Cointelegraph.com News, a Bernstein destacou que a Figure não funciona como uma plataforma convencional de empréstimos. Em vez de reter os créditos concedidos em seu próprio balanço — o que exige capital intensivo e gera exposição a inadimplência —, a empresa utiliza infraestrutura blockchain para criar um marketplace onde compradores e vendedores de ativos financeiros se conectam diretamente.

Para quem está começando a entender o universo cripto e financeiro, vale a leitura do guia completo de criptomoedas, que explica os fundamentos da tecnologia por trás de soluções como a da Figure.

O que é um marketplace baseado em blockchain?

De forma simples, um marketplace blockchain funciona como uma espécie de “bolsa de valores” para produtos financeiros — como empréstimos com garantia imobiliária — onde as transações são registradas e liquidadas em uma rede distribuída, sem depender de um banco central ou de um único intermediário carregando o risco.

Isso significa que a Figure atua mais como uma plataforma de tecnologia e distribuição do que como uma instituição financeira tradicional. A geração de receita vem das taxas cobradas pela operação do marketplace, e não de margens de juros sobre uma carteira própria de crédito.

🏦 Fintech Tradicional

Empresta com capital próprio, retém o crédito no balanço e assume o risco de inadimplência diretamente. Requer grande aporte de capital para crescer.

🔗 Marketplace Blockchain (Figure)

Conecta originadores e investidores via blockchain. Não retém crédito no balanço. Receita vem de taxas de plataforma, com menor exposição a risco de crédito.

Por que os analistas da Bernstein se atentaram a isso?

O mercado financeiro costuma avaliar fintechs de crédito com base em métricas como qualidade da carteira, índice de inadimplência e custo de captação. Mas esse framework não se aplica diretamente à Figure, segundo a análise da Bernstein — e isso tem implicações importantes para como investidores e reguladores devem enxergar esse tipo de empresa.

A Bernstein argumenta que a tokenização de ativos financeiros — processo pelo qual direitos sobre empréstimos ou outros instrumentos são representados digitalmente na blockchain — permite que a Figure escale suas operações sem precisar captar capital da mesma forma que um banco tradicional faria.

O que é tokenização de ativos?

Tokenizar um ativo significa criar uma representação digital dele em uma blockchain. No caso da Figure, empréstimos com garantia de imóveis são convertidos em tokens que podem ser negociados entre investidores institucionais de forma mais ágil, transparente e com menor custo operacional do que os processos tradicionais de securitização.

Para o mercado de crédito, essa abordagem pode representar uma mudança significativa na forma como capital flui entre quem precisa de empréstimo e quem quer investir em crédito privado — especialmente em um cenário de taxas de juros elevadas, onde eficiência operacional faz diferença.

📌 Nota Editorial

A Figure Technology Solutions opera a blockchain proprietária Provenance Blockchain, desenvolvida especificamente para aplicações financeiras. A plataforma já processou mais de US$ 10 bilhões em originações de empréstimos com garantia de imóvel (HELOC), segundo dados públicos da empresa. Os resultados do Q1 2025 ainda não foram divulgados em sua totalidade pública, mas os destaques comentados pela Bernstein reforçam a narrativa de diferenciação do modelo.

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