Em um mercado de quase US$ 100 bilhões em ativos travados, ataques a protocolos de crédito descentralizado custaram aos usuários apenas US$ 30,9 milhões no último ano — o equivalente a 3 pontos-base do total.
Os protocolos de crédito descentralizado — conhecidos como DeFi lending — acumularam, nos últimos 12 meses, perdas de apenas US$ 30,9 milhões em ataques e explorações. O número pode parecer alto isoladamente, mas ganha outra dimensão quando colocado em perspectiva: o segmento opera com um TVL (total value locked) próximo de US$ 100 bilhões, o que coloca as perdas em meros 3 pontos-base — ou seja, três dólares para cada dez mil investidos.
Segundo a BeInCrypto, os dados cobrem protocolos rodando nas principais redes de máquinas virtuais compatíveis com Ethereum (EVM) e também na Solana, e sugerem uma maturação significativa na segurança do ecossistema DeFi em relação a ciclos anteriores, quando ataques representavam fatias muito maiores dos ativos sob custódia.
Protocolos DeFi de crédito em EVM e Solana acumulam quase US$ 100 bilhões em ativos travados, consolidando o segmento como um dos maiores do mercado cripto.
US$ 30,9 milhões foram extraídos via hacks no último ano — equivalente a 3 bps do TVL, ou três dólares para cada dez mil em ativos depositados.
A análise abrange protocolos nas principais redes compatíveis com EVM e na Solana, cobrindo a maior parte da liquidez DeFi global.
Em ciclos anteriores, as perdas por exploração representavam parcelas muito maiores do TVL. A queda relativa indica auditorias mais rigorosas e protocolos mais maduros.
A queda relativa nas perdas não significa que os ataques cessaram, mas aponta para um amadurecimento das práticas de auditoria de contratos inteligentes, uso mais amplo de programas de bug bounty e maior cautela no design dos protocolos. Ainda assim, analistas do setor reforçam que nenhuma plataforma DeFi pode ser considerada completamente isenta de risco.
Contexto: o que são pontos-base?
Um ponto-base (bps) equivale a 0,01% — ou seja, um centésimo de um ponto percentual. Três pontos-base representam 0,03% do total. Aplicado ao TVL de quase US$ 100 bilhões, isso significa que os ataques consumiram uma fração ínfima dos ativos custodiados no período — embora, em termos absolutos, US$ 30,9 milhões ainda representem um valor expressivo para os usuários afetados diretamente.
O dado reacende o debate sobre o quanto o risco real em DeFi difere da percepção pública. Para muitos investidores, o histórico de grandes roubos em protocolos descentralizados — como os que marcaram 2021 e 2022 — ainda funciona como um freio à adoção. Os números mais recentes, porém, sugerem que o ecossistema aprendeu com os erros.
Mesmo com a evolução da segurança on-chain, especialistas lembram que a custódia dos próprios ativos continua sendo uma camada adicional de proteção relevante. Manter fundos em carteiras de auto-custódia, especialmente hardware wallets, reduz a exposição a falhas de contratos e a ataques a plataformas centralizadas ou descentralizadas. Saiba mais sobre como blindar suas criptomoedas contra roubos.
📌 Nota editorial
Os dados mencionados nesta reportagem foram originalmente publicados pela BeInCrypto e se referem a ataques a protocolos de crédito DeFi em redes EVM e Solana no período de 12 meses encerrado recentemente. O KriptoHoje não verificou de forma independente a metodologia utilizada na apuração dos valores.
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