A exchange falida FTX avança no processo de recuperação e anuncia nova distribuição de US$ 900 milhões para credores — com parte deles recebendo mais do que perderam.
A FTX, exchange de criptomoedas que entrou em colapso em novembro de 2022, continua avançando em seu processo de recuperação judicial. A empresa anunciou sua quinta rodada de pagamentos, no valor de US$ 900 milhões, programada para o dia 31 de julho de 2025. O destaque é que a maior parte dos credores habilitados deve receber entre 100% e 120% do valor original de seus créditos.
Segundo a BeInCrypto, o plano de recuperação da FTX tem surpreendido o mercado ao superar as expectativas iniciais. Quando a falência foi decretada, poucos analistas acreditavam que os clientes recuperariam sequer uma fração significativa do que haviam perdido. O cenário atual, portanto, representa um desfecho incomum para casos de insolvência no setor de criptoativos.
Vale lembrar que os valores são pagos em dólares americanos, e não em criptomoedas — o que gerou críticas de parte dos credores, já que o Bitcoin e outras moedas digitais valorizaram expressivamente desde o colapso da plataforma. Quem teria recebido os ativos em cripto poderia ter lucros ainda maiores considerando a alta dos preços.
US$ 900 milhões serão distribuídos na quinta rodada de pagamentos, prevista para 31 de julho de 2025.
A maioria dos credores elegíveis deve receber entre 100% e 120% do valor original de seus créditos aprovados.
Os reembolsos são realizados em dólares americanos (USD), não em criptomoedas — ponto de controvérsia entre os credores.
Este é o quinto pagamento desde o início do processo de recuperação judicial, que começou após o colapso em novembro de 2022.
O colapso da FTX: um resumo para iniciantes
Em novembro de 2022, a FTX — que chegou a ser uma das maiores exchanges de criptomoedas do mundo — entrou em colapso após a revelação de graves irregularidades financeiras. O fundador Sam Bankman-Fried foi preso, julgado e condenado. Bilhões de dólares em ativos de clientes haviam sido utilizados de forma indevida pela empresa afiliada Alameda Research. O caso tornou-se símbolo dos riscos de se custodiar criptoativos em exchanges centralizadas.
O processo de recuperação é conduzido sob supervisão judicial nos Estados Unidos e tem avançado de forma gradual desde 2023. A equipe responsável conseguiu levantar recursos por meio da venda de ativos da empresa, incluindo participações em outras companhias e criptomoedas que estavam sob custódia da FTX no momento do colapso.
Para quem está começando a entender o universo das criptomoedas, o caso FTX é um exemplo importante sobre os riscos de manter ativos em plataformas centralizadas sem a devida custódia própria. Conheça mais sobre o tema no guia completo de criptomoedas.
📌 Contexto editorial
As informações desta reportagem são baseadas em dados divulgados pela BeInCrypto e referem-se ao processo de recuperação judicial da FTX em curso nos Estados Unidos. Os percentuais de reembolso podem variar conforme a categoria do crédito habilitado. Credores devem acompanhar as comunicações oficiais do administrador judicial para detalhes específicos de seus casos.
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