A Galaxy Digital, de Mike Novogratz, e a custodiante BitGo estão frente a frente em um tribunal para resolver uma disputa que pode custar até US$ 100 milhões — herança de uma aquisição que nunca se concretizou.
O caso chegou aos tribunais após um longo impasse entre duas das empresas mais conhecidas do mercado de ativos digitais. De um lado, a Galaxy Digital, gestora de ativos cripto fundada pelo bilionário Mike Novogratz. Do outro, a BitGo, uma das maiores plataformas de custódia institucional de criptomoedas do mundo.
Segundo a Bloomberg, reportada pela The Block, as duas empresas se encontram agora em juízo para decidir quem tem razão — e quem vai pagar a conta. O valor em disputa chega a US$ 100 milhões.
O que aconteceu entre Galaxy e BitGo?
Em 2021, a Galaxy Digital anunciou a intenção de adquirir a BitGo por aproximadamente US$ 1,2 bilhão — o que seria um dos maiores negócios já registrados no setor de custódia de criptoativos. O acordo, contudo, nunca chegou ao fim.
Em 2022, a Galaxy comunicou que estava abandonando a operação, alegando que a BitGo não havia entregado as demonstrações financeiras auditadas referentes ao ano de 2021 dentro do prazo acordado. Para a Galaxy, a ausência desse documento representava uma violação contratual que justificava o cancelamento.
A BitGo, por sua vez, discordou da interpretação e processou a Galaxy, exigindo o pagamento de uma multa de rescisão contratual de US$ 100 milhões, prevista originalmente no acordo de fusão.
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A empresa alega que a BitGo descumpriu o contrato ao não entregar as demonstrações financeiras auditadas de 2021 no prazo, o que justificaria o cancelamento da aquisição sem pagamento de multa.
A custodiante contesta a justificativa da Galaxy e exige o recebimento da multa rescisória de US$ 100 milhões prevista em contrato, argumentando que o cancelamento foi indevido.
Por que esse caso importa para o mercado cripto?
O embate judicial entre Galaxy e BitGo vai além de uma simples briga corporativa. O caso expõe as fragilidades contratuais que ainda existem em fusões e aquisições dentro do ecossistema cripto, especialmente em períodos de alta volatilidade de mercado.
Contexto: o mercado em 2022
O cancelamento ocorreu em um dos piores momentos para o mercado de criptomoedas. O ano de 2022 foi marcado pelo colapso do ecossistema Terra/Luna, pela falência da corretora FTX e por uma queda generalizada nos preços dos ativos digitais. Muitas negociações e parcerias foram interrompidas nesse período.
Segundo a The Block, o julgamento entre as duas empresas está em andamento, com Novogratz participando diretamente das audiências. O desfecho pode estabelecer um precedente importante sobre responsabilidades contratuais em acordos de M&A (fusões e aquisições) no setor de ativos digitais.
📰 Nota editorial
As informações deste artigo têm como base a reportagem publicada pela The Block em referência à cobertura original da Bloomberg. O KriptoHoje não teve acesso independente aos documentos do processo judicial.
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