A GalaxyOne acaba de lançar uma linha de crédito rotativo lastreada em criptomoedas, com taxa de 8,99% ao ano — permitindo que titulares de BTC, ETH e SOL acessem liquidez sem precisar vender seus ativos.
A GalaxyOne, plataforma brasileira de serviços financeiros com foco em ativos digitais, anunciou o lançamento de uma linha de crédito rotativo que utiliza criptomoedas como garantia. A modalidade aceita Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH) e Solana (SOL) como colateral, com taxa de juros de 8,99% ao ano.
Segundo a CriptoFacil, a proposta central do produto é oferecer acesso a liquidez em reais sem que o titular precise se desfazer de suas posições em cripto. O modelo é similar ao que já existe em mercados internacionais — onde o investidor coloca seus ativos como garantia e recebe crédito em moeda fiduciária, mantendo a exposição ao ativo digital.
Para quem deseja entender melhor o ativo mais utilizado como garantia nesse tipo de operação, vale conferir o guia completo de Bitcoin para iniciantes, que explica desde o funcionamento da rede até conceitos de custódia e segurança.
Como funciona o crédito rotativo da GalaxyOne
No modelo rotativo, o cliente tem um limite pré-aprovado com base no valor dos ativos depositados como garantia. É possível sacar e reembolsar valores dentro desse limite de forma flexível, pagando juros apenas sobre o montante utilizado — funcionamento parecido com um cartão de crédito, mas lastreado em criptomoedas.
A taxa de 8,99% ao ano é considerada competitiva em comparação com linhas de crédito pessoal tradicionais no Brasil, que frequentemente superam 30% ao ano. O diferencial, no entanto, está na volatilidade dos ativos em garantia: se o valor do colateral cair abaixo de determinado limiar, o cliente pode enfrentar chamadas de margem ou liquidação parcial da posição.
8,99% ao ano, abaixo da média do crédito pessoal tradicional no Brasil, que frequentemente ultrapassa 30% ao ano.
Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH) e Solana (SOL). Os ativos ficam bloqueados durante o período do crédito.
O cliente pode sacar e reembolsar dentro do limite aprovado, pagando juros apenas sobre o valor efetivamente utilizado.
A volatilidade dos ativos em garantia pode acionar chamadas de margem caso o colateral se desvalorize abaixo do limiar mínimo.
Contexto: crédito colateralizado em cripto no Brasil
O mercado de crédito colateralizado por criptoativos ainda é incipiente no Brasil, mas vem ganhando tração à medida que mais plataformas nacionais tentam reproduzir modelos já consolidados em mercados como os Estados Unidos e a Europa. Empresas como Nexo e BlockFi popularizaram o conceito internacionalmente, ainda que com históricos regulatórios distintos.
No contexto local, o movimento da GalaxyOne chama atenção por combinar uma taxa relativamente baixa com a flexibilidade do formato rotativo — algo ainda pouco comum entre as ofertas disponíveis no país. A iniciativa também ocorre num momento em que o Banco Central do Brasil segue avançando na regulação do setor de ativos virtuais.
O que diferencia o crédito colateralizado
Ao contrário de um empréstimo pessoal convencional, o crédito lastreado em cripto não exige análise de crédito tradicional nem comprovação de renda. A garantia é o próprio ativo digital. Isso pode ampliar o acesso ao crédito, mas também concentra o risco na volatilidade do mercado de criptomoedas — um fator que deve ser compreendido antes de qualquer contratação.
📰 Nota editorial
As informações sobre o lançamento da linha de crédito da GalaxyOne foram publicadas originalmente pela CriptoFacil. O KriptoHoje reapresentou os dados com contexto adicional para o leitor brasileiro. Detalhes operacionais, como LTV (Loan-to-Value) mínimo e condições de liquidação, devem ser consultados diretamente na plataforma.
Importante: não damos recomendação de investimento
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O KriptoHoje não é consultor de investimentos e não recomenda a compra, venda ou manutenção de qualquer ativo. Investimento em criptoativos envolve risco elevado de perda total.
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