Brasileiros movimentaram US$ 2,7 bilhões em criptomoedas fora do país em abril de 2025 — três vezes mais do que no mês anterior —, com as stablecoins liderando a demanda, conforme dados do Banco Central do Brasil.
O volume de recursos enviados por brasileiros ao exterior para a compra de criptomoedas registrou uma expansão expressiva em abril de 2025. Segundo o Banco Central do Brasil, o montante chegou a US$ 2,7 bilhões, valor três vezes superior ao apurado em março do mesmo ano. Os números integram o relatório de acompanhamento do balanço de pagamentos da autoridade monetária.
A alta foi amplamente puxada pela demanda por stablecoins — ativos digitais atrelados a moedas estáveis, como o dólar americano. Esse tipo de criptoativo tem ganhado espaço entre investidores brasileiros que buscam proteção cambial e acesso a rendimentos em dólar sem precisar recorrer ao sistema bancário tradicional.
Segundo o Portal do Bitcoin, os dados do Banco Central mostram que o crescimento não é um fenômeno isolado: o interesse de pessoas físicas e jurídicas brasileiras por ativos digitais vem avançando de forma consistente ao longo dos últimos trimestres, e abril representou um pico relevante nessa trajetória.
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O que explica a alta em abril?
Analistas apontam uma combinação de fatores para o salto registrado no mês. A valorização do Bitcoin e de outros criptoativos no período reaqueceu o apetite de investidores que haviam ficado à margem do mercado nos meses anteriores. Ao mesmo tempo, a pressão sobre o real frente ao dólar tornou as stablecoins ainda mais atrativas como instrumento de proteção patrimonial.
O crescimento do acesso a exchanges internacionais e plataformas descentralizadas também contribuiu para facilitar o fluxo de capitais. Com processos de onboarding cada vez mais simples, brasileiros têm encontrado menos barreiras para movimentar recursos em cripto fora do país.
Brasileiros enviaram US$ 2,7 bilhões ao exterior para compra de criptomoedas — três vezes o volume de março de 2025.
Ativos atrelados ao dólar lideraram a demanda, refletindo busca por proteção cambial em um cenário de pressão sobre o real.
Os dados foram divulgados pelo Banco Central do Brasil como parte do monitoramento do balanço de pagamentos do país.
O movimento não é isolado: o apetite de brasileiros por criptoativos vem crescendo de forma consistente ao longo dos últimos trimestres.
Banco Central monitora fluxo cripto
O Banco Central do Brasil passou a incluir os gastos com criptomoedas no exterior como uma categoria específica dentro do balanço de pagamentos. A medida reflete o crescimento do setor e a necessidade de maior transparência sobre o fluxo de capitais digitais que cruzam as fronteiras brasileiras.
O monitoramento do Banco Central também serve de base para debates regulatórios em curso no país. Com volumes dessa magnitude, o fluxo de criptoativos passa a ter relevância macroeconômica — e tende a atrair atenção crescente de autoridades fiscais e do próprio Congresso Nacional, onde propostas de regulamentação do setor seguem em tramitação.
📰 Nota editorial
Esta reportagem foi produzida com base em informações publicadas pelo Portal do Bitcoin e em dados oficiais divulgados pelo Banco Central do Brasil. O KriptoHoje reescreve e contextualiza as informações de forma independente, sem reproduzir trechos das fontes originais.
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