Apesar das incertezas em torno da Strategy e das vendas de Bitcoin pela companhia, a grande maioria de seus principais acionistas institucionais optou por aumentar a exposição à MSTR no segundo trimestre de 2025.
Os formulários 13F referentes ao segundo trimestre de 2025 — documentos obrigatórios de divulgação de portfólio exigidos pela SEC (Securities and Exchange Commission) — revelaram um dado que chamou atenção do mercado: 12 dos 15 maiores acionistas institucionais da Strategy ampliaram suas posições em ações MSTR no período, mesmo diante de um cenário considerado turbulento para a empresa.
Segundo a BeInCrypto, o movimento ocorreu em paralelo a episódios que geraram cautela no mercado, incluindo a divulgação de resultados financeiros abaixo das expectativas e operações de venda de parte das reservas de Bitcoin mantidas pela companhia. Ainda assim, a confiança dos grandes gestores de ativos parece ter permanecido sólida.
A Strategy, anteriormente conhecida como MicroStrategy, é a empresa de capital aberto com a maior reserva corporativa de Bitcoin do mundo. Sua tese de alocação em BTC, liderada pelo cofundador Michael Saylor, segue sendo acompanhada de perto por gestoras institucionais globais como termômetro do apetite corporativo por criptoativos.
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O que dizem os dados dos formulários 13F
Os arquivos 13F são entregues trimestralmente à SEC por gestores com mais de US$ 100 milhões sob administração. Eles oferecem uma janela detalhada sobre as movimentações de grandes fundos em ações negociadas nos EUA. No caso da MSTR, os dados do segundo trimestre de 2025 mostram uma tendência majoritariamente compradora entre os principais detentores institucionais do papel.
A expressiva maioria dos maiores acionistas institucionais da Strategy adquiriu mais ações MSTR no segundo trimestre, conforme os 13Fs entregues à SEC.
O aumento de posições ocorreu mesmo após a Strategy realizar vendas de parte de sua reserva de Bitcoin, fato que gerou questionamentos entre analistas.
Os formulários 13F são exigidos pela SEC para gestores com carteiras acima de US$ 100 milhões, garantindo transparência sobre grandes movimentações no mercado acionário.
A MSTR funciona como proxy de Bitcoin para fundos que não podem deter BTC diretamente, tornando a ação um veículo relevante de exposição institucional ao ativo.
Por que instituições seguem comprando MSTR?
Para gestores institucionais, a ação da Strategy representa uma das poucas formas de obter exposição indireta ao Bitcoin dentro de estruturas regulatórias tradicionais — sem a necessidade de custodiar o ativo digital diretamente. Fundos de pensão, ETFs e gestoras de patrimônio frequentemente operam sob restrições que limitam o investimento direto em criptomoedas.
A lógica, portanto, é que a MSTR funciona como um proxy regulatório de Bitcoin: ao comprar a ação, o investidor institucional ganha exposição às oscilações do BTC sem precisar lidar com custódia, chaves privadas ou exchanges de criptoativos.
Confiança institucional resistiu às turbulências
Mesmo diante de resultados financeiros questionados e de movimentações na reserva de Bitcoin da empresa, 80% dos maiores acionistas institucionais da Strategy decidiram aumentar sua fatia em MSTR no segundo trimestre de 2025. O dado sugere que, para esse grupo de gestores, a tese de longo prazo em torno do ativo permanece intacta.
Vale destacar que os formulários 13F registram posições ao final do trimestre, não as movimentações intermediárias. Isso significa que possíveis reduções e recompras ao longo do período podem não estar totalmente refletidas nos números divulgados — um fator que analistas costumam levar em conta na interpretação dos dados.
📌 Nota editorial
As informações sobre movimentações institucionais em MSTR foram reportadas originalmente pela BeInCrypto, com base nos formulários 13F disponibilizados publicamente pela SEC. O KriptoHoje reprocessou e contextualizou os dados para o leitor brasileiro.
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