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Hacks de cripto somam US$ 972 mi no 1º semestre de 2026

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O setor cripto registrou um número sem precedentes de ataques no primeiro semestre de 2026, mas o total de perdas ficou abaixo da marca de US$ 1 bilhão — sinal de que defesas técnicas avançaram.

O mercado de criptoativos conviveu com um ritmo intenso de ataques nos primeiros seis meses de 2026. Segundo relatório divulgado pela plataforma de segurança Immunefi e repercutido pelo portal The Block, foram registrados 207 incidentes no período — o maior volume já documentado para um primeiro semestre. Ainda assim, o montante total de perdas somou US$ 972 milhões, ficando abaixo da barreira de US$ 1 bilhão.

O aparente paradoxo — mais ataques, menos dinheiro perdido — reflete um amadurecimento gradual das práticas de segurança no ecossistema. Auditorias mais rigorosas, programas de recompensa por vulnerabilidades (bug bounties) e arquiteturas de contratos inteligentes mais robustas contribuíram para reduzir o impacto financeiro médio de cada incidente.

DeFi registra queda expressiva em relação ao pico de 2022

Um dos dados mais relevantes do levantamento diz respeito ao segmento de finanças descentralizadas (DeFi). As perdas causadas por explorações em protocolos DeFi caíram 74% em relação ao pico registrado em 2022, quando o setor viveu seus episódios mais devastadores — como os colapsos de pontes cross-chain e ataques a pools de liquidez.

Segundo a Immunefi, a redução está diretamente ligada ao aumento na qualidade das auditorias de código e à maior adoção de ferramentas de monitoramento em tempo real. Mesmo assim, o DeFi permanece como o principal alvo dos agentes maliciosos, concentrando a maior parte dos incidentes registrados no semestre.

📊 207 incidentes

Maior volume de ataques já registrado em um primeiro semestre na história do mercado cripto, segundo a Immunefi.

💸 US$ 972 milhões

Total de perdas no período, abaixo da barreira de US$ 1 bilhão e com queda de 74% nos danos ao DeFi desde 2022.

🛡️ Menor impacto médio

Mais ataques, porém com valor individual menor — reflexo de auditorias mais rigorosas e monitoramento em tempo real.

🎯 DeFi ainda é o principal alvo

Apesar da melhora, protocolos de finanças descentralizadas concentram a maioria dos incidentes registrados no semestre.

Contexto: o que explica a queda nas perdas?

A Immunefi aponta que a combinação entre maior maturidade dos desenvolvedores, expansão dos programas de bug bounty e ferramentas de análise on-chain reduziu o tamanho médio de cada ataque bem-sucedido. Projetos menores — historicamente mais vulneráveis — passaram a adotar práticas de segurança antes restritas a grandes protocolos.

O relatório reforça que a custódia própria dos ativos continua sendo uma das camadas de proteção mais eficazes para o investidor individual. Enquanto protocolos on-chain evoluem em termos de segurança, carteiras sob custódia de terceiros — exchanges centralizadas ou plataformas DeFi — permanecem expostas a riscos sistêmicos.

Leia tambem: como blindar suas criptomoedas contra roubos.

📰 Nota editorial

Os dados citados nesta reportagem têm como base o relatório semestral da Immunefi, plataforma especializada em segurança para o ecossistema Web3, conforme divulgado pelo portal The Block em julho de 2026. O KriptoHoje não possui vínculo comercial com nenhuma das fontes mencionadas.

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