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Harmony (ONE) despenca 37% após hacker criar 4 bi de tokens

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Uma exploração crítica na rede Harmony permitiu que um invasor criasse 4 bilhões de tokens ONE sem qualquer lastro, provocando uma queda de 37% no preço do ativo em questão de horas.

A blockchain Harmony foi alvo de um ataque severo que abalou a confiança dos detentores do token ONE. Um agente malicioso conseguiu explorar uma brecha no protocolo da rede e cunhou, do zero, aproximadamente 4 bilhões de tokens ONE — sem nenhuma contrapartida econômica real. A consequência imediata foi uma desvalorização de 37% no preço do ativo nas exchanges.

Segundo o Portal do Bitcoin, a equipe de desenvolvimento da Harmony chegou a avaliar a possibilidade de realizar um rollback da rede — um procedimento que reverteria o estado da blockchain a um ponto anterior ao ataque. A medida, contudo, é extremamente controversa: além de anular as ações do hacker, ela também cancelaria todas as transações legítimas realizadas por usuários comuns desde então.

A criação artificial de tokens em escala bilionária é um dos ataques mais destrutivos que uma rede pode sofrer. Ao inundar o mercado com unidades sem respaldo, o invasor dilui o valor de todos os tokens existentes, prejudicando diretamente quem já detinha o ativo. O efeito é semelhante a uma hiperinflação forçada e instantânea.

O que é um rollback de blockchain?

Um rollback consiste em reverter a blockchain a um bloco anterior, como se os eventos mais recentes nunca tivessem ocorrido. Embora possa neutralizar um ataque, a medida é vista como uma violação dos princípios de imutabilidade e descentralização que fundamentam as criptomoedas. O Ethereum já utilizou esse recurso em 2016, após o hack da DAO — decisão que gerou controvérsia e originou o Ethereum Classic.

Como o ataque foi possível?

Ainda que os detalhes técnicos completos da exploração não tenham sido divulgados pela equipe da Harmony no momento do incidente, ataques desse tipo geralmente envolvem falhas em contratos inteligentes, mecanismos de validação ou pontes cross-chain (bridges). Essas pontes, que permitem a movimentação de ativos entre diferentes blockchains, tornaram-se um dos alvos preferidos de hackers no ecossistema cripto nos últimos anos.

A capacidade de cunhar tokens arbitrariamente indica que o invasor obteve acesso a funções privilegiadas do protocolo — seja por meio de uma chave privada comprometida, seja por uma vulnerabilidade no código do contrato responsável pela emissão dos tokens.

📉 Queda de preço

O token ONE registrou desvalorização de 37% em poucas horas após a confirmação do ataque e a criação artificial dos bilhões de tokens.

🪙 Tokens criados do zero

Cerca de 4 bilhões de tokens ONE foram emitidos sem respaldo econômico, diluindo o valor de todos os detentores legítimos do ativo.

🔄 Rollback em debate

A equipe avaliou reverter toda a rede a um estado anterior, o que anularia o ataque mas também transações legítimas de usuários comuns.

🔐 Acesso privilegiado

O ataque sugere comprometimento de funções administrativas do protocolo, possivelmente via chave privada ou falha em contrato inteligente.

Segurança em cripto: o usuário pode se proteger?

Ataques a protocolos inteiros, como o sofrido pela Harmony, estão fora do controle individual do usuário comum. No entanto, manter ativos em carteiras próprias — e não em exchanges ou protocolos DeFi — reduz significativamente a exposição a perdas causadas por hacks externos.

Leia também: como blindar suas criptomoedas contra roubos.

📰 Nota editorial

As informações deste artigo têm como base a reportagem publicada pelo Portal do Bitcoin. O KriptoHoje acompanha o desenvolvimento do caso e atualizará o conteúdo conforme novas informações sejam divulgadas pela equipe da Harmony ou por pesquisadores de segurança independentes.

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Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O KriptoHoje não é consultor de investimentos e não recomenda a compra, venda ou manutenção de qualquer ativo. Investimento em criptoativos envolve risco elevado de perda total.

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Analista de suporte técnico da KriptoBR. Trabalha com suporte a carteiras de hardware e com a documentação de procedimentos de recuperação e verificação de dispositivos.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
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Paulo Henrique
Analista de suporte técnico da KriptoBR. Trabalha com suporte a carteiras de hardware e com a documentação de procedimentos de recuperação e verificação de dispositivos.

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