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Luno bloqueia transferências e cobra taxas de usuários

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A exchange Luno encerrou as transferências de cripto em 29 de junho. Usuários afetados têm até o fim de agosto para vender seus ativos e sacar em reais — ou assistir a taxas mensais corroendo o saldo até o fechamento das contas em 1º de setembro.

A exchange Luno bloqueou a possibilidade de transferência de criptomoedas para carteiras externas de uma parcela de seus usuários. A medida entrou em vigor em 29 de junho de 2025 e deixou quem foi afetado sem a opção de mover os próprios ativos para outras plataformas ou carteiras pessoais.

Segundo a CryptoSlate, o caminho restante para esses clientes é vender os ativos dentro da própria plataforma e retirar o valor em moeda fiduciária para uma conta bancária — tudo isso antes que as contas sejam formalmente encerradas em 1º de setembro de 2025.

O prazo real, no entanto, é ainda mais curto. A Luno começará a cobrar taxas mensais sobre os saldos remanescentes ainda em agosto, o que significa que usuários que deixarem para a última hora podem ter parte do patrimônio descontada antes mesmo do encerramento oficial.

O que muda na prática para os usuários afetados

Para quem mantinha criptomoedas na Luno como forma de autocustódia indireta — ou seja, guardando na exchange sem pretensão de negociar com frequência —, a situação expõe um risco estrutural: ativos custodiados por terceiros estão sujeitos a mudanças de política que o usuário não controla.

Leia também: guia completo de criptomoedas para entender como funcionam carteiras e custódia.

📅 Prazo para saque

Usuários afetados devem vender os ativos e retirar o saldo em conta bancária antes do fim de agosto para evitar desconto de taxas mensais.

🔒 Transferências bloqueadas

Desde 29 de junho, não é mais possível enviar cripto da Luno para carteiras externas — a única saída é converter para fiat dentro da plataforma.

🗓️ Encerramento das contas

As contas dos usuários impactados serão fechadas oficialmente em 1º de setembro de 2025, segundo informações da própria exchange.

⚠️ Taxas mensais

Quem não sacar a tempo verá cobranças mensais sendo descontadas do saldo remanescente antes do encerramento definitivo das contas.

A lição sobre custódia própria

O caso da Luno reacende um debate recorrente no universo cripto: a diferença entre custódia própria e custódia por terceiros. Quando um usuário mantém seus ativos em uma exchange, tecnicamente não detém as chaves privadas — e, portanto, não tem controle total sobre eles.

Situações como esta — em que a plataforma restringe ou encerra serviços — reforçam a importância de entender onde e como as criptomoedas estão armazenadas, especialmente para quem investe a longo prazo.

Não suas chaves, não suas moedas

O ditado mais repetido no ecossistema cripto resume bem o cenário: quem guarda criptomoedas em exchanges não possui as chaves privadas dos ativos. Em caso de bloqueios, falências ou mudanças de política, o usuário fica dependente das decisões da plataforma. Hardware wallets e carteiras de autocustódia são alternativas amplamente adotadas por quem prioriza controle direto sobre o próprio patrimônio digital.

📰 Nota editorial

As informações sobre o bloqueio de transferências e os prazos de encerramento de contas foram reportadas originalmente pela CryptoSlate. O KriptoHoje não teve acesso direto às comunicações enviadas pela Luno aos usuários afetados. Recomenda-se que clientes da exchange consultem os canais oficiais da plataforma para confirmar sua situação individual.

Importante: não damos recomendação de investimento

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O KriptoHoje não é consultor de investimentos e não recomenda a compra, venda ou manutenção de qualquer ativo. Investimento em criptoativos envolve risco elevado de perda total.

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Este conteúdo é de caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. Criptomoedas são ativos voláteis; consulte um profissional antes de investir.

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