A NovaDAX estendeu o prazo para que clientes retirem seus criptoativos e revelou que cerca de um terço dos fundos ainda não foi sacado da plataforma — um sinal de alerta para usuários com saldo na corretora.
A exchange NovaDAX anunciou a prorrogação do prazo para saques de criptomoedas, que agora vai até o dia 30 de setembro de 2025. A informação foi divulgada pela própria corretora e repercutida pelo Portal do Bitcoin. O dado mais preocupante, no entanto, é que cerca de 30% dos ativos ainda permanecem depositados na plataforma — sem que os respectivos clientes tenham realizado qualquer movimentação.
A NovaDAX já havia comunicado anteriormente o encerramento de suas operações no Brasil, concedendo um período para que os usuários retirassem seus fundos. A extensão do prazo indica que uma parcela relevante da base de clientes ainda não tomou as providências necessárias para garantir a custódia dos próprios ativos.
O que significa ter ativos em uma exchange em encerramento
Quando uma corretora de criptomoedas encerra suas atividades, os usuários que mantêm fundos na plataforma ficam sujeitos a riscos crescentes. Enquanto a empresa ainda opera em modo de liquidação, os saques costumam ser permitidos — mas essa janela tem prazo definido. Após o encerramento definitivo, a recuperação de valores pode se tornar um processo longo e incerto, dependendo de procedimentos legais.
Segundo o Portal do Bitcoin, a NovaDAX afirmou que mantém os canais de saque ativos justamente para garantir que os clientes remanescentes possam recuperar seus fundos. Ainda assim, o volume de ativos não retirados — equivalente a quase um terço do total — sugere que muitos usuários podem não estar cientes da situação ou simplesmente não priorizaram a retirada.
A NovaDAX prorrogou os saques de criptoativos até 30 de setembro de 2025, dando mais tempo para que clientes retirem seus fundos.
Cerca de um terço dos ativos dos usuários ainda não foram retirados — um percentual expressivo que preocupa especialistas em custódia.
Especialistas recomendam que usuários de exchanges em encerramento migrem os ativos para carteiras de autocustódia o quanto antes.
A corretora informou que seus canais de saque permanecem operacionais, orientando os clientes a realizarem a retirada antes do prazo final.
Autocustódia: a lição que o caso reforça
O episódio da NovaDAX reacende um debate recorrente no mercado de criptomoedas: o risco de manter ativos sob a custódia de terceiros. O ditado mais famoso do setor — “not your keys, not your coins” — resume bem o princípio: enquanto o usuário não controla as chaves privadas de sua carteira, tecnicamente não é o dono pleno dos ativos.
Soluções de autocustódia, como as hardware wallets (carteiras físicas), permitem que o usuário armazene suas chaves privadas de forma segura, sem depender de uma plataforma centralizada. Em casos como o da NovaDAX, quem já havia migrado seus fundos para uma carteira própria não enfrenta nenhuma preocupação com prazos ou processos de encerramento.
Leia também: guia completo de Bitcoin para iniciantes.
Contexto: o que é autocustódia?
Autocustódia significa manter as chaves privadas dos seus criptoativos sob seu próprio controle — sem intermediários. Isso pode ser feito por meio de carteiras de software (hot wallets) ou, de forma mais segura, por hardware wallets, dispositivos físicos projetados para manter as chaves offline e protegidas de ataques digitais. Em situações de encerramento de exchanges, usuários com autocustódia não são impactados.
Para os clientes que ainda possuem saldo na NovaDAX, o momento é de agir. O prazo de 30 de setembro representa a última janela comunicada oficialmente pela corretora. Após essa data, não há garantias sobre a disponibilidade dos canais de saque ou sobre os procedimentos que serão adotados para os fundos restantes.
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