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Paul Tudor Jones amplia posição no ETF de Bitcoin da BlackRock

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O gestor de fundos Paul Tudor Jones reforçou sua aposta no ETF de Bitcoin da BlackRock com a adição de mais de 109 mil cotas, ao mesmo tempo em que cortou em 85% suas posições equivalentes a calls, segundo dados de junho de 2025.

O bilionário Paul Tudor Jones, fundador da Tudor Investment Corp, voltou a movimentar o mercado ao ampliar sua exposição ao iShares Bitcoin Trust (IBIT), o ETF de Bitcoin gerido pela BlackRock. Segundo documentos regulatórios referentes ao fechamento de 30 de junho de 2025, a gestora adicionou 109.446 cotas ao portfólio, consolidando uma aposta mais direta no ativo digital.

Ao mesmo tempo, a Tudor Investment reduziu em aproximadamente 85% suas posições equivalentes a contratos de call — instrumentos de derivativos que conferem o direito de compra futura de um ativo a um preço predeterminado. O movimento indica uma mudança na estrutura da exposição: menos alavancagem via derivativos e mais participação direta via cotas do ETF.

Segundo a CryptoSlate, o instantâneo de 30 de junho revela uma composição bem menos concentrada em calls do que em períodos anteriores, enquanto as posições equivalentes a puts permaneceram praticamente estáveis. A reconfiguração da carteira sugere uma postura mais conservadora em relação aos derivativos, sem abrir mão da exposição ao Bitcoin.

Leia tambem: guia completo de Bitcoin para iniciantes.

📈 Cotas do IBIT adicionadas

A Tudor Investment acrescentou 109.446 cotas do iShares Bitcoin Trust ao portfólio no período encerrado em 30 de junho de 2025.

📉 Corte em calls de 85%

As posições equivalentes a contratos de call foram reduzidas em cerca de 85%, indicando menor uso de derivativos para expressar a visão altista sobre o Bitcoin.

⚖️ Puts praticamente estáveis

As posições equivalentes a puts seguiram quase inalteradas no mesmo período, sugerindo que a gestora manteve seu perfil de proteção contra quedas.

🏦 Perfil do investidor

Paul Tudor Jones é um dos gestores macro mais respeitados do mundo e vem declarando publicamente sua tese favorável ao Bitcoin como reserva de valor desde 2020.

Contexto: por que o movimento chama atenção

A Tudor Investment Corp administra bilhões de dólares em ativos e é considerada uma das gestoras macro mais influentes dos Estados Unidos. Quando um fundo desse porte realiza uma realocação estrutural — saindo de derivativos e entrando em cotas diretas de um ETF — o mercado interpreta como um sinal de convicção de mais longo prazo na classe de ativo, não de especulação de curto prazo.

O IBIT é o maior ETF de Bitcoin à vista dos Estados Unidos por volume de ativos sob gestão. Desde sua aprovação pela SEC em janeiro de 2024, o produto atraiu bilhões de dólares de investidores institucionais e tem sido a principal porta de entrada de capital tradicional para o mercado de criptomoedas.

A movimentação de Jones ocorre em um momento em que a discussão sobre adoção institucional de Bitcoin ganhou novo fôlego. Outros grandes fundos também têm revisado suas estratégias de exposição ao ativo, optando cada vez mais por veículos regulamentados como os ETFs à vista em vez de contratos futuros ou exposição direta via custódia própria.

📌 Nota editorial

As informações sobre composição de portfólio de fundos institucionais nos EUA são divulgadas trimestralmente via formulário 13F junto à SEC (Securities and Exchange Commission), com defasagem de até 45 dias após o fechamento do trimestre. Os dados citados nesta reportagem têm como base a cobertura da CryptoSlate sobre o filing referente ao período encerrado em 30 de junho de 2025.

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