InícioRegulaçãoBrasilPL quer corretoras de cripto aliadas em investigações

PL quer corretoras de cripto aliadas em investigações

-

Projeto de lei apresentado na Câmara dos Deputados propõe que exchanges de criptomoedas colaborem ativamente com autoridades federais no combate a fraudes e crimes financeiros digitais.

O deputado federal Capitão Alden (PL-BA) protocolou, na quarta-feira (22), o Projeto de Lei 4.753/2026, que estabelece regras para a cooperação entre corretoras de criptomoedas e órgãos federais brasileiros no enfrentamento de fraudes e infrações relacionadas a criptoativos. A proposta chega em um momento em que golpes envolvendo moedas digitais seguem em ascensão no país.

Segundo a Livecoins, o projeto foca na integração entre diversas entidades públicas para que as investigações sobre crimes com criptoativos sejam conduzidas com mais agilidade e eficiência. O texto prevê mecanismos formais de compartilhamento de informações entre as plataformas do setor privado e as autoridades competentes.

A iniciativa legislativa reflete uma tendência global de regulamentação mais rigorosa do mercado cripto. Países como os Estados Unidos e membros da União Europeia já avançaram em frameworks que exigem das exchanges maior transparência e colaboração com investigações criminais. No Brasil, o debate ainda está em fase inicial, mas ganha força à medida que casos de estelionato digital envolvendo criptomoedas chegam com mais frequência ao Judiciário.

O que o PL 4.753/2026 propõe

O projeto não detalha apenas a obrigação de cooperação, mas estrutura um plano de ação coordenado entre diferentes entidades públicas. A ideia central é eliminar gargalos burocráticos que hoje atrasam o rastreamento de recursos em investigações de crimes financeiros digitais.

🏛️ Integração entre órgãos

O PL prevê que diferentes entidades federais atuem de forma coordenada, compartilhando dados e informações sobre suspeitos e transações investigadas.

🔍 Cooperação das exchanges

As corretoras de criptomoedas seriam obrigadas a colaborar ativamente com investigações, fornecendo dados de usuários e histórico de transações mediante requisição legal.

⚡ Agilidade nas apurações

Um dos objetivos centrais do projeto é reduzir o tempo entre a identificação de uma fraude e a resposta das autoridades competentes.

🛡️ Foco em fraudes digitais

O escopo do PL abrange fraudes com criptoativos e infrações correlatas, como lavagem de dinheiro e estelionato praticado por meio de plataformas digitais.

Contexto: golpes com cripto no Brasil

O Brasil figura entre os países com maior volume de ocorrências de golpes envolvendo criptomoedas na América Latina. Esquemas como pirâmides financeiras digitais, falsas plataformas de investimento e phishing direcionado a usuários de exchanges têm causado prejuízos expressivos a investidores de todos os perfis.

A dificuldade histórica das autoridades em rastrear e recuperar recursos movimentados em blockchain é um dos fatores que tornam esses crimes atrativos para agentes mal-intencionados. Com o avanço da regulamentação — incluindo a Lei 14.478/2022, que reconheceu as exchanges como prestadoras de serviços de ativos virtuais — o ambiente legislativo começa a criar as bases para uma fiscalização mais efetiva.

Leia também: como identificar golpes com criptomoedas.

O que muda para o usuário comum?

Se aprovado, o PL 4.753/2026 não impõe obrigações diretas aos usuários de criptomoedas. No entanto, as exchanges passariam a ter maior responsabilidade legal em reportar atividades suspeitas e atender a requisições de autoridades. Na prática, isso pode tornar o ambiente mais seguro para quem utiliza plataformas regulamentadas — e mais arriscado para quem opera fora da lei.

📌 Nota editorial

O PL 4.753/2026 ainda precisa passar por comissões temáticas na Câmara dos Deputados antes de seguir para votação em plenário. Projetos de lei sobre o mercado cripto têm tramitação variável no Congresso Nacional. O KriptoHoje acompanhará o andamento da proposta.

Importante: não damos recomendação de investimento

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O KriptoHoje não é consultor de investimentos e não recomenda a compra, venda ou manutenção de qualquer ativo. Investimento em criptoativos envolve risco elevado de perda total.

Proteja seus criptoativos com uma hardware wallet

A KriptoBR, integrante do mesmo grupo do KriptoHoje, é a maior e mais antiga revenda oficial de hardware wallets do mundo. Trezor, Ledger, SecuX, Yubico e Key-ID.

Mais de 600 mil clientes atendidos em 32 países. Envio direto do Brasil, garantia do fabricante, suporte técnico em português.

Conheça a KriptoBR

Leituras relacionadas

Este conteúdo é de caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. Criptomoedas são ativos voláteis; consulte um profissional antes de investir.

ULTIMAS NOTÍCIAS

Proposta no Ethereum pode zerar recompensas de staking

Proposta técnica sugere que, se 50% do ETH total for colocado em stake, as recompensas dos validadores sejam gradualmente reduzidas a zero ao longo de 18 meses.

China Desafia o Dólar com Pagamentos Digitais de Nova Geração

A China avança na construção de uma infraestrutura de pagamentos digitais voltada ao comércio exterior, reduzindo a dependência do dólar americano nas transações globais.

JP Morgan lança ETF para buscar os vencedores do setor tech

Com o JTEK39, o JP Morgan aposta em metodologia inédita no Brasil para selecionar as empresas de tecnologia com maior potencial até 2030, desafiando a composição tradicional do Ibovespa.

BlackRock e JPMorgan levam fundos tokenizados à Europa

A plataforma Kinexys, do JPMorgan, vai tokenizar cotas de fundos do mercado monetário da BlackRock em três moedas: libra, euro e dólar americano.

SIGA A GENTE

0FãsCurtir
0SeguidoresSeguir
0SeguidoresSeguir
0InscritosInscrever

MAIS POPULAR