InícioRegulaçãoGlobalPrazo MiCA: só 14 exchanges têm licença para operar na UE

Prazo MiCA: só 14 exchanges têm licença para operar na UE

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Em três semanas, o mercado cripto europeu pode encolher drasticamente. O prazo de transição do MiCA expira em 1º de julho, e a maioria das exchanges ainda não tem licença para operar.

O relógio está correndo para as plataformas de criptomoedas que atuam na União Europeia. Em 1º de julho de 2025, encerra-se o período de transição previsto pelo MiCA — o regulamento europeu de mercados de criptoativos (Markets in Crypto-Assets). A partir dessa data, qualquer exchange, corretora ou provedor de carteiras digitais que não possuir uma licença CASP (Crypto-Asset Service Provider) deverá suspender imediatamente suas atividades no bloco.

O cenário, segundo o portal BeInCrypto, é preocupante: o registro oficial de CASPs conta com 183 entidades cadastradas, mas apenas uma fração mínima dessas empresas já conquistou a autorização completa para oferecer serviços de negociação de criptoativos aos usuários europeus.

Se você ainda está conhecendo o universo cripto, vale conferir nosso guia completo de criptomoedas antes de entender como essa regulação pode afetar quem investe pela primeira vez.

O que é o MiCA e por que ele importa

O MiCA é o primeiro grande marco regulatório unificado para criptoativos em toda a União Europeia. Aprovado em 2023, o regulamento estabelece regras claras sobre quem pode oferecer serviços com criptomoedas — e como deve fazê-lo — em todos os 27 países do bloco.

Para que uma empresa opere legalmente, ela precisa obter a licença CASP junto ao regulador de algum dos países-membros. Uma vez aprovada, essa licença funciona como um “passaporte europeu”: a empresa pode atender clientes em toda a UE sem precisar de autorizações separadas em cada país.

Apenas 14 exchanges autorizadas a negociar

Segundo a BeInCrypto, de todas as empresas listadas no registro oficial de CASPs da União Europeia, somente 14 plataformas possuem autorização para oferecer serviços de negociação de criptoativos (trading). As demais, mesmo cadastradas, ainda não concluíram o processo de licenciamento completo — e podem ser obrigadas a encerrar operações a partir de 1º de julho de 2025.

O que acontece com quem não tem licença

Empresas que continuarem operando sem a licença CASP após o prazo estarão sujeitas a sanções regulatórias e poderão ser forçadas a bloquear o acesso de usuários europeus às suas plataformas. O impacto pode ser sentido tanto por pequenas corretoras locais quanto por grandes exchanges globais que ainda não concluíram o processo de aprovação.

Para os usuários, o risco mais imediato é perder o acesso a plataformas que utilizavam habitualmente — ou precisar migrar rapidamente para serviços já regularizados. É um cenário que reforça a importância de manter os próprios ativos sob custódia pessoal, em vez de deixá-los exclusivamente em exchanges.

📅 Data-limite

1º de julho de 2025 é o fim do período de transição do MiCA. Após essa data, operar sem licença CASP na UE é ilegal.

🏦 183 cadastradas, 14 autorizadas

O registro oficial de CASPs lista 183 entidades, mas apenas 14 têm autorização plena para oferecer serviços de negociação de criptoativos.

🌍 Passaporte europeu

A licença CASP aprovada em qualquer país-membro vale para toda a União Europeia, facilitando a expansão de exchanges reguladas.

⚠️ Risco para usuários

Usuários europeus em plataformas não licenciadas podem perder acesso aos serviços repentinamente após o prazo final.

📰 Fonte

As informações deste artigo são baseadas em reportagem do portal BeInCrypto, publicada em junho de 2025, com base no registro oficial de CASPs da União Europeia. O KriptoHoje reescreveu e contextualizou o conteúdo de forma independente.

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Este conteúdo é de caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. Criptomoedas são ativos voláteis; consulte um profissional antes de investir.

CEO da KriptoBR, Revenda oficial de carteiras de hardware no Brasil. Acompanha a evolução regulatória do setor de criptoativos no país e seus efeitos práticos sobre quem guarda os próprios ativos.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
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Jefferson Rondolfo
CEO da KriptoBR, Revenda oficial de carteiras de hardware no Brasil. Acompanha a evolução regulatória do setor de criptoativos no país e seus efeitos práticos sobre quem guarda os próprios ativos.

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