Junho registrou recuo nos prejuízos causados por ataques a protocolos de criptomoedas, mas os US$ 75,9 milhões perdidos em 40 incidentes reforçam que a segurança do setor ainda é um desafio persistente.
O volume de ativos digitais roubados em junho de 2025 somou US$ 75,9 milhões, distribuídos em 40 incidentes distintos. O número representa uma queda de 7,1% em relação a maio, quando as perdas ficaram próximas de US$ 81,7 milhões. Os dados são da firma de segurança blockchain PeckShield, amplamente citada pelo portal The Block.
O caso de maior repercussão do mês foi o ataque ao Humanity Protocol, que resultou em uma perda de aproximadamente US$ 31 milhões — sozinho, o incidente respondeu por quase 41% do total roubado em junho. O protocolo, focado em identidade digital baseada em biometria, confirmou o exploit e iniciou investigações junto a especialistas externos.
Segundo a The Block, a PeckShield destacou que, apesar da leve melhora nos números mensais, o acumulado de perdas em 2025 segue em patamar elevado. O mercado de segurança em Web3 ainda enfrenta vulnerabilidades recorrentes, especialmente em contratos inteligentes mal auditados e pontes cross-chain.
US$ 75,9 milhões em 40 incidentes, recuo de 7,1% ante maio de 2025.
Humanity Protocol sofreu exploit de US$ 31 mi, representando ~41% do total.
PeckShield, empresa especializada em auditoria e monitoramento de segurança blockchain.
Apesar do recuo mensal, o acumulado anual de perdas permanece em nível preocupante.
Contratos inteligentes: o elo mais fraco
A maioria dos ataques registrados em junho explorou falhas em contratos inteligentes e protocolos DeFi sem auditoria independente recente. A prática de guardar ativos em carteiras próprias — especialmente hardware wallets — é apontada por especialistas como a principal barreira contra esse tipo de ameaça para o investidor individual.
A redução percentual de junho é positiva quando vista de forma isolada, mas analistas de segurança alertam que o número de incidentes — 40 em um único mês — evidencia a frequência alarmante com que protocolos são comprometidos. A questão não é se um novo ataque ocorrerá, mas quando e onde.
Para o investidor individual, a principal lição que esses dados reforçam é a importância da autocustódia. Ativos mantidos em exchanges centralizadas ou em protocolos DeFi ficam expostos a riscos que fogem do controle do próprio usuário. Leia também: como blindar suas criptomoedas contra roubos.
📌 Nota editorial
Os dados citados nesta reportagem foram divulgados pela PeckShield e reportados originalmente pelo portal The Block. O KriptoHoje reapresenta as informações com contexto editorial independente para o público brasileiro.
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