Relatório da Messari mostra que a blockchain Solana encerrou o primeiro trimestre de 2026 com receitas totais de US$ 342 milhões, impulsionadas por ativos do mundo real, stablecoins e aplicações de inteligência artificial.
A empresa de análise on-chain Messari divulgou, na última segunda-feira (18), um relatório detalhado sobre o desempenho da blockchain Solana no primeiro trimestre de 2026. O documento aponta que o chamado “PIB da rede” — métrica que consolida todas as receitas geradas pelo ecossistema — somou US$ 342 milhões no período, sinalizando expansão das fontes de receita além das atividades tradicionais de negociação de criptomoedas.
Segundo a Money Times, três segmentos se destacaram no trimestre: os ativos do mundo real (RWAs), as stablecoins e os projetos ligados à inteligência artificial (IA). A combinação desses vetores indica uma diversificação relevante na base de utilidade da rede, que historicamente era mais associada a DeFi e NFTs.
Os RWAs — ativos físicos ou financeiros tradicionais representados digitalmente em blockchain — ganharam tração significativa sobre a infraestrutura da Solana. A tokenização de instrumentos como títulos de dívida, fundos e commodities tem atraído tanto projetos nativos do setor quanto instituições financeiras que buscam eficiência operacional e liquidez.
Leia tambem: tokenizacao de ativos reais (RWA).
Os três pilares do crescimento no 1T26
Tokenização de títulos, fundos e commodities impulsionou volume na rede, atraindo participantes institucionais em busca de liquidez e transparência on-chain.
O volume de stablecoins circulando na Solana continuou em expansão, consolidando a rede como uma das principais alternativas para liquidações rápidas e de baixo custo.
Projetos que combinam agentes autônomos e contratos inteligentes cresceram no ecossistema, utilizando a velocidade e o custo reduzido das transações da Solana como diferenciais.
A expansão das stablecoins sobre a Solana reforça sua posição como infraestrutura de liquidação eficiente. A rede processa milhares de transações por segundo com taxas fracionárias, o que a torna competitiva para pagamentos e transferências de valor atreladas ao dólar — função que antes era mais associada à rede Tron ou mesmo ao Ethereum.
O que é o “PIB da rede” Solana?
A Messari utiliza o conceito de “PIB da rede” para agregar todas as receitas geradas pelo ecossistema de uma blockchain — incluindo taxas de protocolo, receitas de aplicativos descentralizados, emissão de stablecoins e atividade de RWAs. O indicador serve como proxy da atividade econômica real da rede, de forma análoga ao Produto Interno Bruto de uma economia nacional.
No segmento de inteligência artificial, projetos construídos sobre a Solana têm explorado a capacidade de agentes autônomos executarem operações financeiras diretamente na cadeia, sem intermediários humanos. A baixa latência da rede é apontada como um fator técnico favorável para esse tipo de aplicação, que exige respostas rápidas a condições de mercado.
O desempenho registrado no primeiro trimestre de 2026 ocorre em um cenário de crescente interesse institucional por infraestruturas blockchain de alto desempenho. A Solana tem sido frequentemente citada por gestoras e fundos como uma das redes com maior capacidade de absorver demanda em escala sem degradação significativa de performance.
📊 Nota editorial
Os dados citados nesta reportagem têm como fonte o relatório trimestral da Messari, empresa especializada em análise de dados on-chain, divulgado em 18 de maio de 2026 e repercutido pelo portal Money Times. O KriptoHoje não verificou os dados primários de forma independente.
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