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Sonegadores usam Bitcoin Ordinals para esconder dinheiro

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Autoridades italianas identificaram um esquema de evasão fiscal que utilizou Bitcoin Ordinals e o padrão de tokens BRC-20 para gerar e ocultar aproximadamente US$ 1,1 milhão, segundo relatório da Chainalysis.

A empresa de análise de blockchain Chainalysis emitiu um alerta sobre uma nova tendência entre criminosos: o uso de ativos digitais não convencionais para dificultar o rastreamento de recursos por parte das autoridades fiscais. O caso mais recente, investigado na Itália, envolveu o uso de Bitcoin Ordinals e do padrão BRC-20 para movimentar e disfarçar valores que totalizaram cerca de US$ 1,1 milhão.

Segundo a Cointelegraph.com News, as autoridades italianas identificaram um indivíduo que teria utilizado essas tecnologias para gerar receitas não declaradas e mantê-las fora do alcance do fisco. O caso é descrito pela Chainalysis como um exemplo concreto de que agentes mal-intencionados estão experimentando protocolos menos conhecidos justamente por serem menos monitorados pelas ferramentas tradicionais de compliance.

Os Bitcoin Ordinals são inscrições de dados diretamente na blockchain do Bitcoin, surgidas no início de 2023. Já o padrão BRC-20 permite a criação de tokens fungíveis dentro da mesma rede. Ambos ganharam popularidade rapidamente, mas ainda apresentam menor cobertura nos sistemas de monitoramento usados por exchanges e órgãos reguladores.

Leia tambem: guia completo de Bitcoin para iniciantes.

Por que Ordinals e BRC-20 chamam atenção de sonegadores?

Protocolos novos ou de nicho tendem a ter menor cobertura nas ferramentas de rastreamento financeiro. Para a Chainalysis, essa “janela de opacidade” — mesmo que temporária — é suficiente para atrair atores que buscam ocultar a origem ou o destino de recursos. À medida que esses protocolos crescem, as ferramentas de compliance também evoluem para acompanhá-los.

O que os investigadores encontraram

De acordo com o relatório divulgado pela Chainalysis, o indivíduo investigado na Itália teria criado e negociado tokens BRC-20 para gerar receita não registrada, utilizando os mecanismos dos Ordinals para registrar ativos na cadeia do Bitcoin sem passar pelos fluxos convencionais de custódia e KYC (verificação de identidade) de exchanges centralizadas.

A empresa ressaltou que, embora a blockchain do Bitcoin seja pública e imutável, a análise de transações envolvendo Ordinals e BRC-20 exige ferramentas especializadas que nem todos os órgãos fiscais possuem. Isso torna a investigação mais lenta — o que, na avaliação da Chainalysis, é exatamente o que os sonegadores tentam explorar.

🔍 Bitcoin Ordinals

Inscrições de dados na blockchain do Bitcoin, lançadas em 2023. Permitem registrar imagens, textos e outros conteúdos diretamente na cadeia, sem necessidade de sidechain ou contrato externo.

🪙 Tokens BRC-20

Padrão experimental de tokens fungíveis criado sobre o protocolo Ordinals. Permite emitir e transferir tokens dentro da rede Bitcoin, sem smart contracts tradicionais.

🏛️ Caso italiano

Autoridades da Itália identificaram uso desses protocolos para ocultar US$ 1,1 milhão em receitas não declaradas, conforme relatório da Chainalysis.

📡 Resposta dos órgãos reguladores

A Chainalysis afirma que suas ferramentas já estão sendo aprimoradas para rastrear transações em protocolos como Ordinals e BRC-20, reduzindo a janela de opacidade.

Chainalysis alerta para padrão crescente

A empresa destaca que o caso italiano não deve ser visto como isolado. Segundo a Chainalysis, há uma tendência identificável de evasores fiscais migrando para ativos digitais menos tradicionais à medida que as autoridades aprimoram o monitoramento de Bitcoin e Ethereum em suas formas mais convencionais.

A lógica, segundo os analistas, é simples: quanto menor a adoção de um protocolo, menor o número de ferramentas de rastreamento disponíveis — e menor a chance de detecção imediata. No entanto, a natureza pública da blockchain significa que todas as transações ficam permanentemente registradas, tornando a evasão uma aposta de prazo limitado.

📌 Nota editorial

As informações deste artigo são baseadas em relatório da Chainalysis e na cobertura da Cointelegraph.com News. O KriptoHoje não teve acesso direto aos documentos da investigação italiana. Detalhes do processo podem mudar conforme o andamento legal do caso.

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CEO da KriptoBR, Revenda oficial de carteiras de hardware no Brasil. Acompanha a evolução regulatória do setor de criptoativos no país e seus efeitos práticos sobre quem guarda os próprios ativos.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
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Jefferson Rondolfo
CEO da KriptoBR, Revenda oficial de carteiras de hardware no Brasil. Acompanha a evolução regulatória do setor de criptoativos no país e seus efeitos práticos sobre quem guarda os próprios ativos.

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