Pela primeira vez, stablecoins superam o Bitcoin em volume de compras na América Latina — dados da Bitso apontam que esses ativos responderam por 40% das aquisições da região em 2025.
O Bitcoin segue sendo o ativo digital mais mantido em carteira na América Latina, mas perdeu a liderança no quesito compras. Segundo dados divulgados pela exchange Bitso, as stablecoins já representam 40% de todas as aquisições de criptoativos na região em 2025 — um marco que evidencia uma mudança relevante no comportamento dos investidores latino-americanos.
Conforme reportado pelo Portal do Bitcoin, o levantamento da Bitso aponta que a preferência crescente por stablecoins está diretamente ligada à busca por proteção cambial. Em países como México, Argentina e Brasil, a volatilidade das moedas locais torna ativos atrelados ao dólar americano especialmente atrativos para a população que deseja preservar poder de compra.
Para entender melhor o papel do Bitcoin nesse ecossistema e por que ele ainda domina as carteiras da região, acesse o guia completo de Bitcoin para iniciantes — publicado pela KriptoBR com detalhes sobre o ativo e seu funcionamento.
Por que stablecoins crescem tanto na região?
A adoção de stablecoins na América Latina não é um fenômeno isolado. A instabilidade econômica e a desvalorização persistente de moedas como o peso argentino e o bolívar venezuelano criaram um terreno fértil para ativos que oferecem paridade com o dólar sem a necessidade de acesso ao sistema bancário tradicional.
No Brasil, o movimento também ganhou força. A combinação de inflação elevada, facilidade de acesso via aplicativos de exchange e maior familiaridade do público com criptoativos contribuiu para que as stablecoins se tornassem uma alternativa real às contas em moeda estrangeira — historicamente restritas a investidores de maior renda.
Stablecoins já respondem por quatro em cada dez aquisições de criptoativos na América Latina, segundo a Bitso.
Apesar de perder espaço nas compras, o Bitcoin continua sendo o ativo digital mais mantido em portfólios na região.
A busca por ativos dolarizados é o principal motor da adoção, especialmente em países com alta volatilidade de moeda local.
Stablecoins permitem acesso ao dólar digital sem necessidade de conta em banco estrangeiro ou corretora internacional.
Bitcoin nas carteiras, stablecoins no checkout
O relatório da Bitso traça um perfil claro do investidor latino-americano: ele acumula Bitcoin como reserva de valor a longo prazo, mas recorre às stablecoins para movimentações cotidianas, remessas internacionais e proteção do patrimônio contra a desvalorização da moeda local. São funções distintas que coexistem dentro do mesmo ecossistema cripto.
📰 Fonte
Segundo o Portal do Bitcoin, os dados foram extraídos de relatório divulgado pela exchange Bitso, uma das maiores plataformas de negociação de criptoativos da América Latina, com operações em México, Brasil, Argentina e Colômbia.
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