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Stablecoins superam Bitcoin em compras na América Latina

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Um relatório da exchange Bitso revela uma mudança significativa no comportamento dos usuários latino-americanos: stablecoins atreladas ao dólar agora superam o Bitcoin em volume de compras de criptoativos na região.

Segundo a Cointelegraph.com News, a exchange Bitso — uma das maiores plataformas de negociação de criptoativos da América Latina — divulgou um relatório indicando que as stablecoins lastreadas no dólar ultrapassaram o Bitcoin em volume de aquisições na região. O levantamento aponta para uma transformação no perfil de uso das criptomoedas entre os usuários latinos.

A tendência reflete um contexto econômico bastante específico: países como Argentina, Venezuela e México convivem com pressões inflacionárias persistentes e restrições cambiais que dificultam o acesso ao dólar físico. Nesse cenário, tokens como USDT e USDC passaram a funcionar como instrumentos de proteção patrimonial e de uso cotidiano, e não apenas como ferramentas especulativas.

O movimento não significa uma perda de relevância do Bitcoin na região, mas sim uma diversificação de finalidades. Enquanto o BTC continua sendo visto como reserva de valor de longo prazo, as stablecoins ganham espaço nas transações do dia a dia, remessas internacionais e proteção contra a desvalorização das moedas locais.

Leia tambem: guia completo de Bitcoin para iniciantes.

Por que as stablecoins crescem tanto na região?

A adoção acelerada de stablecoins na América Latina não é um fenômeno isolado. Ela é resultado direto de estruturas econômicas fragilizadas, onde a população busca alternativas para preservar o poder de compra. Ter acesso a um ativo digitalmente equivalente ao dólar, sem precisar de uma conta bancária internacional, representa uma vantagem prática considerável.

🛡️ Proteção contra inflação

Em países com inflação elevada, stablecoins em dólar funcionam como escudo contra a perda do poder aquisitivo das moedas locais.

💸 Remessas internacionais

Transferências entre países usando stablecoins são mais rápidas e baratas do que os canais bancários tradicionais, beneficiando trabalhadores migrantes.

🏦 Acesso sem conta bancária

Grande parcela da população latino-americana não possui conta em banco. As stablecoins oferecem exposição ao dólar apenas com um smartphone.

📊 Uso cotidiano crescente

Cada vez mais comerciantes e prestadores de serviços aceitam pagamentos em stablecoins, consolidando seu papel na economia informal da região.

Bitcoin e stablecoins: papéis distintos, não concorrentes

O avanço das stablecoins não representa um abandono do Bitcoin. Analistas apontam que os dois ativos cumprem funções complementares: o BTC segue como reserva de valor de longo prazo, enquanto as stablecoins atendem às necessidades financeiras do cotidiano. A combinação dos dois pode representar uma alternativa robusta ao sistema financeiro tradicional em economias instáveis.

O relatório da Bitso reforça que a adoção de criptoativos na América Latina tem motivações distintas das observadas em mercados desenvolvidos. Enquanto nos Estados Unidos e Europa o foco ainda é predominantemente especulativo ou de diversificação de portfólio, na região a necessidade financeira real é o principal motor de adoção.

O levantamento também sugere que plataformas e desenvolvedores que quiserem expandir sua presença na América Latina precisarão adaptar seus produtos às demandas locais — com foco em estabilidade de preço, baixas taxas e interfaces acessíveis para usuários sem histórico no mercado financeiro tradicional.

📌 Nota editorial

Esta reportagem foi elaborada com base em informações divulgadas pela Cointelegraph.com News, que reportou os dados do relatório publicado pela exchange Bitso. O KriptoHoje reescreveu e contextualizou o conteúdo de forma independente.

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Analista de suporte técnico da KriptoBR. Trabalha com suporte a carteiras de hardware e com a documentação de procedimentos de recuperação e verificação de dispositivos.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
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Paulo Henrique
Analista de suporte técnico da KriptoBR. Trabalha com suporte a carteiras de hardware e com a documentação de procedimentos de recuperação e verificação de dispositivos.

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