InícioEthereumStaking representa 60% da receita das tesourarias Ethereum

Staking representa 60% da receita das tesourarias Ethereum

-

Um estudo divulgado pela provedora de staking Everstake aponta que o staking de Ethereum respondeu por 60% de toda a receita declarada por empresas públicas com tesourarias em ETH em 2025 — mesmo com o setor acumulando perdas líquidas significativas.

Segundo a BeInCrypto, o relatório da Everstake — publicado na última terça-feira — analisou companhias de capital aberto que mantêm Ethereum (ETH) como principal ativo em seus balanços patrimoniais. Entre as empresas que divulgaram receitas discriminadas por categoria, o staking emergiu como a fonte dominante de geração de caixa operacional.

O dado contrasta com o cenário financeiro mais amplo do setor: as mesmas empresas acumularam perdas líquidas combinadas expressivas no período analisado. Isso indica que, embora o staking gere renda recorrente, os resultados contábeis ainda são pressionados por outros fatores, como oscilações no valor de mercado dos ativos em carteira e despesas operacionais.

Leia também: guia completo de Ethereum.

Por que o staking se tornou tão relevante para as tesourarias?

Diferentemente de simplesmente manter ETH em carteira aguardando valorização, o staking permite que as empresas bloqueiem seus tokens na rede Ethereum e recebam recompensas periódicas pelo suporte à validação de transações. Trata-se de uma forma de geração de renda passiva sobre o próprio ativo da tesouraria.

Para companhias com grandes posições em ETH, a prática se torna especialmente atrativa: transforma um ativo que de outra forma ficaria ocioso em uma fonte de receita operacional recorrente, o que melhora os indicadores de eficiência de capital — mesmo que o resultado líquido final ainda seja negativo devido a impairments contábeis.

📊 60% da receita

O staking respondeu por 60% de toda a receita declarada pelas empresas públicas com tesourarias em ETH analisadas no estudo da Everstake em 2025.

📉 Perdas líquidas combinadas

Apesar da receita de staking, as mesmas empresas registraram perdas líquidas expressivas no período, puxadas por variações no valor de mercado do ETH e custos operacionais.

🏢 Empresas de capital aberto

O universo analisado inclui companhias listadas em bolsa que adotaram o ETH como ativo estratégico de reserva, seguindo modelo similar ao das empresas de tesouraria em Bitcoin.

🔒 Renda sobre ativo parado

Ao fazer staking do ETH em carteira, as empresas convertem um ativo estático em fonte de receita recorrente, diferenciando-se das estratégias passivas de simples custódia.

O que diz o estudo da Everstake

De acordo com os dados levantados pela Everstake e reportados pela BeInCrypto, o staking já não é uma estratégia marginal para as tesourarias corporativas de ETH — é o principal motor de receita operacional do setor. O estudo reforça que, à medida que mais empresas adotam o Ethereum como reserva estratégica, o staking tende a se consolidar como componente central do modelo de negócios dessas companhias.

O modelo de tesouraria em Ethereum ganhou tração em 2024 e 2025, impulsionado em parte pelo sucesso das estratégias de tesouraria em Bitcoin adotadas por companhias como a MicroStrategy. A diferença fundamental, no entanto, é que o ETH permite geração de yield nativo via staking — o que o BTC, por sua arquitetura de prova de trabalho, não oferece.

O estudo da Everstake serve como um retrato do estágio atual do setor: empresas que apostaram no ETH como ativo de reserva encontraram no staking uma forma de justificar operacionalmente a posição, mas ainda enfrentam o desafio da volatilidade de preços que pressiona o resultado final nos balanços.

📌 Nota editorial

As informações deste artigo têm como base o relatório da Everstake divulgado em julho de 2025 e a cobertura original da BeInCrypto. O KriptoHoje reescreve e contextualiza as informações para o público brasileiro, sem reproduzir os textos originais.

Importante: não damos recomendação de investimento

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O KriptoHoje não é consultor de investimentos e não recomenda a compra, venda ou manutenção de qualquer ativo. Investimento em criptoativos envolve risco elevado de perda total.

Proteja seu Ethereum com segurança de verdade

A KriptoBR, integrante do mesmo grupo do KriptoHoje, é a maior e mais antiga revenda oficial de hardware wallets do mundo. Trezor, Ledger, SecuX, Yubico e Key-ID.

Mais de 600 mil clientes atendidos em 32 países. Envio direto do Brasil, garantia do fabricante, suporte técnico em português.

Conhecer a KriptoBR

Leituras relacionadas

Este conteúdo é de caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. Criptomoedas são ativos voláteis; consulte um profissional antes de investir.

Analista de suporte técnico da KriptoBR. Atende diariamente usuários de carteiras de hardware — configuração, recuperação de frase semente e boas práticas de autocustódia.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
Newsletter

As notícias que movem o mercado, sem ruído

Um resumo do que realmente importou em cripto e economia, direto no seu e-mail. Sem hype e sem recomendação de investimento.

Nicolas Maia
Analista de suporte técnico da KriptoBR. Atende diariamente usuários de carteiras de hardware — configuração, recuperação de frase semente e boas práticas de autocustódia.

ULTIMAS NOTÍCIAS

Eclair corrige falha no navegador que atingia nós Lightning

A ACINQ lançou a v0.14.4 do Eclair em 15 de outubro. A atualização barra requisições com cabeçalho Origin e impede que páginas maliciosas usem credenciais salvas no navegador.

Juntos por Cripto pressiona presidenciáveis no segundo turno

O movimento Juntos por Cripto lançou a segunda fase da campanha e cobra dos dois candidatos do segundo turno uma agenda para criptomoedas.

Ataques a investidores cripto: Brasil é o 4º do mundo em lista

A lista de Jameson Lopp superou 700 ataques físicos após busca com IA. O Brasil saltou de 12 para 35 casos e ficou em 4º lugar no mundo.

OKX pede licença cripto ao Banco Central no Brasil

A OKX protocolou no Banco Central o pedido para operar como SPSAV no país. O prazo para todas as empresas do setor termina em 30 de outubro.

SIGA A GENTE

0FãsCurtir
0SeguidoresSeguir
0SeguidoresSeguir
0InscritosInscrever

MAIS POPULAR