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Startup brasileira tokeniza US$ 1,8 bi em imóveis de luxo

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Uma startup fundada por brasileiros digitalizou bilhões em ativos imobiliários de alto padrão nos Estados Unidos — e quer aproximar investidores latino-americanos desse mercado via blockchain.

A Mannah, startup de origem brasileira, anunciou a tokenização de US$ 1,8 bilhão em fundos imobiliários ligados a empreendimentos de luxo no estado da Flórida, nos Estados Unidos. A operação representa um dos maiores movimentos de digitalização de ativos imobiliários registrados por uma empresa brasileira no exterior.

Segundo a Exame, a iniciativa tem como foco principal investidores qualificados da América Latina, oferecendo acesso a um mercado historicamente restrito a grandes players institucionais. Por meio da tecnologia de blockchain, cotas de fundos imobiliários são convertidas em tokens digitais, permitindo frações de participação em ativos de alto valor.

Para quem ainda está conhecendo o universo dos ativos digitais, vale entender o básico: confira o guia completo de criptomoedas e entenda como a tecnologia por trás dos tokens funciona na prática.

O que é tokenização de imóveis?

A tokenização é o processo de representar um ativo do mundo real — como um imóvel ou uma cota de fundo — em formato digital, registrado em uma rede blockchain. Cada token equivale a uma fração do ativo original, com direitos e obrigações definidos em contrato inteligente.

No caso da Mannah, os tokens representam participações em fundos imobiliários estruturados nos Estados Unidos, lastreados em empreendimentos residenciais e comerciais premium da Flórida — um dos mercados imobiliários mais aquecidos do país.

🏗️ Ativo subjacente

Empreendimentos imobiliários de alto padrão localizados na Flórida, EUA, estruturados como fundos regulados.

🔗 Tecnologia

Blockchain utilizado para registrar e transferir tokens que representam cotas dos fundos imobiliários.

🌎 Público-alvo

Investidores qualificados da América Latina, com acesso regulado e estrutura jurídica adequada.

💵 Volume tokenizado

US$ 1,8 bilhão em ativos digitalizados, posicionando a Mannah entre as maiores operações do gênero no Brasil.

Regulação e acesso restrito

A operação da Mannah não é aberta ao público geral. Conforme relatado pela Exame, o acesso é restrito a investidores qualificados — categoria regulatória que exige patrimônio ou renda mínimos comprovados, dependendo da legislação de cada país.

Essa restrição existe porque operações com ativos no exterior envolvem riscos específicos, incluindo variação cambial, diferenças regulatórias entre jurisdições e menor liquidez em comparação com produtos listados em bolsa. A estrutura regulada busca mitigar parte dessas vulnerabilidades.

Tokenização cresce no Brasil e no mundo

O Banco Central do Brasil já sinalizou interesse em regulamentar ativos tokenizados por meio do projeto Drex, a moeda digital brasileira. No plano global, bancos como JPMorgan e BlackRock já conduziram testes com tokenização de títulos e fundos. O caso da Mannah insere o Brasil nessa tendência, desta vez com foco no mercado imobiliário internacional.

📰 Nota editorial

As informações deste artigo são baseadas em reportagem publicada pela Exame. O KriptoHoje não verificou de forma independente os valores e estruturas jurídicas da operação descrita. Recomendamos consultar fontes primárias antes de qualquer análise aprofundada.

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Beatriz Pacheco
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