A Tether, empresa por trás da maior stablecoin do mundo, acionou o Banco Master na Justiça paulista exigindo o equivalente a R$ 1,6 bilhão — caso que envolve uma transferência de USD 300 milhões intermediada por uma instituição financeira alemã.
A emissora do USDT, a stablecoin mais negociada do mercado global de criptoativos, ingressou com uma ação judicial contra o Banco Master na 33ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo. O processo foi ajuizado em 24 de abril de 2026 e, conforme apurado, aguardava decisão do juízo desde a última quinta-feira (7).
O valor cobrado na ação corresponde a aproximadamente R$ 1,6 bilhão — montante atrelado a uma transferência de USD 300 milhões que teria sido realizada ao Banco Master por intermédio de uma instituição financeira com sede na Alemanha. A operação, segundo as informações que chegaram ao processo, não envolveu diretamente criptoativos: tratou-se de uma movimentação financeira tradicional.
Segundo o portal Livecoins, que teve acesso a detalhes do processo, a Tether alega que os recursos não foram devidamente restituídos ou utilizados conforme os termos acordados entre as partes, o que motivou o ingresso na Justiça brasileira. O Banco Master, por sua vez, ainda não se pronunciou publicamente sobre o caso até o fechamento desta reportagem.
O que se sabe sobre a transferência dos USD 300 milhões
A operação que originou o litígio chama atenção justamente por seu caráter: apesar de envolver a Tether — empresa do ecossistema cripto —, a transferência em disputa foi feita em moeda fiduciária, sem uso de blockchain. Isso reforça que grandes players do setor de ativos digitais operam frequentemente no sistema financeiro convencional para viabilizar suas atividades.
Ajuizada em 24 de abril de 2026 na 33ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo. Aguarda decisão desde 7 de maio.
USD 300 milhões transferidos via banco alemão, equivalentes a aproximadamente R$ 1,6 bilhão cobrados na ação.
A transferência foi realizada por uma instituição financeira alemã, sem envolvimento direto de criptoativos na operação.
O Banco Master não emitiu posicionamento público sobre o processo até o fechamento desta reportagem.
Tether, USDT e a presença no mercado brasileiro
A Tether é a emissora do USDT, a stablecoin com maior capitalização de mercado do mundo, lastreada em dólar americano. A empresa opera globalmente e tem presença relevante no mercado brasileiro, onde o USDT figura entre os ativos digitais mais transacionados nas corretoras locais.
O caso é significativo também do ponto de vista regulatório: trata-se de uma das primeiras ações de grande porte movidas por uma empresa do setor cripto contra uma instituição bancária tradicional brasileira perante o Poder Judiciário nacional. O desfecho pode criar precedentes sobre como esses conflitos serão tratados juridicamente no país.
Contexto: Ethereum e stablecoins
Grande parte das transações com USDT ocorre sobre a rede Ethereum, que suporta contratos inteligentes e tokens ERC-20 — padrão utilizado por muitas stablecoins. Entender como essa infraestrutura funciona é essencial para compreender o papel de empresas como a Tether no ecossistema global. Para se aprofundar no tema, acesse o guia completo de Ethereum.
📰 Fonte
As informações sobre o processo judicial foram apuradas e divulgadas pelo portal Livecoins, que teve acesso aos detalhes do caso. O KriptoHoje reprocessou e contextualizou os dados de forma independente.
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