Um mapeamento da Chainalysis coloca o Brasil entre os países mais atingidos por uma falha crítica nas carteiras Coldcard — e as perdas globais já ultrapassam US$ 110 milhões, segundo a Galaxy Research.
Uma vulnerabilidade identificada nas carteiras hardware Coldcard está causando prejuízos significativos a detentores de criptoativos ao redor do mundo — e o Brasil aparece com destaque no mapa de países mais impactados. Os dados foram divulgados pela Chainalysis, referência global em análise de dados on-chain, que baseou parte de sua análise em estudo conduzido pela Galaxy Research.
Segundo a estimativa da Galaxy Research citada pela Chainalysis, as perdas totais associadas à falha já ultrapassam US$ 110 milhões em escala global. O montante expressivo chama atenção especialmente porque as Coldcards são dispositivos voltados a usuários que priorizam segurança — o que torna o exploit ainda mais impactante para a comunidade.
O que se sabe sobre a falha
A Coldcard é fabricada pela empresa canadense Coinkite e é considerada uma das carteiras hardware mais robustas do mercado, sendo amplamente adotada por usuários avançados e institucional. A falha identificada, no entanto, abre brechas que podem ser exploradas para comprometer fundos armazenados nos dispositivos.
Segundo a Livecoins, a própria equipe da Coldcard também se pronunciou nas redes sociais sobre o ocorrido, embora detalhes técnicos completos sobre a natureza exata do exploit ainda não tenham sido amplamente divulgados de forma oficial. A ausência de comunicação clara gerou críticas de parte da comunidade cripto.
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O Brasil aparece entre os países com maior concentração de usuários afetados, segundo o mapeamento divulgado pela Chainalysis.
A Galaxy Research estima que os prejuízos associados à vulnerabilidade já ultrapassam a marca de US$ 110 milhões em todo o mundo.
A Coldcard é fabricada pela Coinkite e possui reputação entre usuários avançados justamente pelo foco em segurança e autocustódia.
A ausência de detalhes técnicos completos por parte da fabricante gerou questionamentos na comunidade sobre transparência no tratamento da falha.
Autocustódia exige atenção contínua
O episódio reacende um debate recorrente no ecossistema cripto: a autocustódia, embora seja considerada a prática mais segura para proteger criptoativos do risco de exchanges centralizadas, também carrega seus próprios vetores de risco — especialmente quando envolve hardware físico sujeito a falhas de firmware ou de design.
O que fazer se você usa uma Coldcard?
Usuários com dispositivos Coldcard devem acompanhar os canais oficiais da Coinkite para atualizações de firmware e orientações de segurança. Manter o software do dispositivo atualizado e evitar o uso em ambientes não confiáveis são práticas recomendadas enquanto a situação não é completamente esclarecida.
A Chainalysis não detalhou publicamente quais versões específicas do dispositivo estão sob risco, nem o vetor exato de ataque utilizado no exploit. As investigações seguem em andamento e novas informações devem ser divulgadas à medida que a análise on-chain avança.
📌 Nota editorial
Esta reportagem é baseada em informações divulgadas pela Livecoins com referência a dados públicos da Chainalysis e da Galaxy Research. O KriptoHoje não teve acesso direto ao relatório completo e continuará acompanhando os desdobramentos do caso.
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