InícioNotíciasOperação Backbone: PF mira facção do Rio que lavava dinheiro com cripto

Operação Backbone: PF mira facção do Rio que lavava dinheiro com cripto

-

A Polícia Federal prendeu 19 pessoas no Rio de Janeiro em ação contra facção que controlava provedores de internet em comunidades e, segundo a investigação, ocultava lucros com criptomoedas e imóveis de luxo.

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta segunda-feira (19) a Operação Backbone, que atingiu uma estrutura financeira bilionária ligada ao crime organizado no Estado do Rio de Janeiro. Segundo a Livecoins, os mandados de prisão e de busca foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A ação alcançou nomes da política municipal e parentes de chefes do tráfico. Entre os atingidos estão o vereador carioca Fabio Silva e familiares de Oruam e de Marcinho VP, conforme informações da Revista Veja citadas pela Livecoins.

Como funcionava o esquema investigado na Operação Backbone

De acordo com a PF, uma facção impunha controle sobre o fornecimento de internet nas comunidades da capital fluminense. Criminosos armados cortavam cabos e destruíam centrais de operadoras cadastradas na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Com isso, garantiam exclusividade aos provedores clandestinos aliados, que repassavam uma tarifa pesada à organização. Registros contábeis apreendidos indicam que essa exploração responde por grande parte da arrecadação ilícita na região.

🚔 19 presos

Número informado pela PF ainda na manhã da operação.

💰 R$ 558 milhões bloqueados

Bloqueio judicial que alcança 40 pessoas físicas e 42 empresas.

Criptomoedas e imóveis na lavagem de dinheiro

A apuração indica que detentos em presídios federais mantinham o comando dos negócios. Parentes e operadores financeiros geriam empresas de fachada para lavar o dinheiro obtido nas comunidades.

A engenharia financeira convertia os valores em imóveis de luxo pagos em espécie e criptomoedas. Segundo a Livecoins, o uso de ativos virtuais dificulta o rastreio e busca proteger o patrimônio das lideranças.

O que a PF não informou

A PF não divulgou se houve apreensão de valores em criptomoedas nem quais redes ou ativos os investigados utilizaram. Esses pontos seguem em aberto.

Crimes apontados e próximos passos

Em nota, a PF afirmou que os investigados podem responder por crime de domínio social estruturado, extorsão majorada, atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública, interrupção de serviço telemático, desenvolvimento clandestino de telecomunicações e lavagem de dinheiro, além de outros crimes que podem surgir nas apurações.

Após a operação, os agentes vão enviar ofícios à Anatel para que ela bloqueie os provedores envolvidos.

O que isso significa para quem investe no Brasil

O caso mostra que as autoridades brasileiras acompanham o uso de criptoativos em esquemas de lavagem. Quem opera no país deve lembrar que a atividade é lícita, mas que movimentações suspeitas podem ser alvo de investigação.

Leia também: guia completo de Bitcoin para iniciantes.

Importante: não damos recomendação de investimento

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O KriptoHoje não é consultor de investimentos e não recomenda a compra, venda ou manutenção de qualquer ativo. Investimento em criptoativos envolve risco elevado de perda total.

Guarde suas criptomoedas com segurança

A KriptoBR, integrante do mesmo grupo do KriptoHoje, é a maior e mais antiga revenda oficial de hardware wallets do mundo. Trezor, Ledger, SecuX, Yubico e Key-ID.

Quase 700 mil clientes atendidos em 32 países. Envio direto do Brasil, garantia no Brasil, suporte técnico em português.

Conhecer a KriptoBR

Leituras relacionadas

Este conteúdo é de caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. Criptomoedas são ativos voláteis; consulte um profissional antes de investir.

Analista de suporte técnico da KriptoBR. Trabalha com configuração de carteiras de hardware e diagnóstico de problemas de autocustódia relatados por clientes.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
Newsletter

As notícias que movem o mercado, sem ruído

Um resumo do que realmente importou em cripto e economia, direto no seu e-mail. Sem hype e sem recomendação de investimento.

Marcio Fagundes
Analista de suporte técnico da KriptoBR. Trabalha com configuração de carteiras de hardware e diagnóstico de problemas de autocustódia relatados por clientes.

ULTIMAS NOTÍCIAS

Liquid restaura swaps de bitcoin, mas peg-outs seguem congelados

Segundo a The Defiant, a Liquid restaurou os swaps de bitcoin, mas mantém peg-outs congelados. Reservas cobrem cerca de 85,8% do L-BTC, com déficit de cerca de 603 BTC.

Mercado Pago e Uniswap: R$ 2,7 milhões bloqueados na Justiça

Investidor tem R$ 2,74 milhões retidos pelo Mercado Pago após operar UNI em novembro de 2025. A Justiça de MS cobra do banco provas técnicas do suposto erro de cotação.

Cripto roubada sem freio: hackers retêm US$ 287 milhões

Relatório da Blockaid analisou 60 ataques de 2026: hackers movem fundos em 17 minutos, em mediana, e só 0,8% dos US$ 1,18 bilhão roubados voltou às vítimas.

Onilx: investidores vão à Justiça e PF investiga a empresa

Clientes da Onilx, do Onil Group, acionam a Justiça após a suspensão de saques. A CVM emitiu stop order e a PF de Curitiba investiga o caso.

SIGA A GENTE

0FãsCurtir
0SeguidoresSeguir
0SeguidoresSeguir
0InscritosInscrever

MAIS POPULAR