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Itaú formaliza atuação com criptomoedas junto ao Banco Central

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O Itaú Unibanco comunicou ao Banco Central a negociação e a custódia de criptoativos, a três dias do prazo de adequação. Por já ser banco autorizado, não precisou pedir nova licença como as exchanges.

O Itaú Unibanco formalizou na terça-feira (27) sua atuação com criptomoedas junto ao Banco Central. Segundo a Portal do Bitcoin, o banco é o primeiro grande banco brasileiro a comunicar essas atividades dentro da nova regulamentação do setor.

O movimento ocorre três dias antes do prazo de 30 de outubro, fixado pelo regulador para a adequação inicial das instituições que já oferecem esses serviços no país.

O que o Itaú comunicou ao Banco Central

A comunicação cobre duas atividades. A primeira é a intermediação, ou seja, a compra e venda de criptomoedas para clientes. A segunda é a custódia, a guarda dos ativos digitais. Pela regra, a combinação dos dois serviços equivale à atuação de uma corretora de ativos virtuais.

📅 Serviço já existente

O banco oferece negociação de criptomoedas no aplicativo desde dezembro de 2023. A formalização não cria empresa nem serviço novo.

🪙 Mais de 14 criptomoedas

Entre elas estão Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH) e USD Coin (USDC), stablecoin atrelada ao dólar.

O Itaú não divulga quantos clientes usam o serviço nem o volume financeiro negociado. Em declaração ao Valor Econômico, Guto Antunes, superintendente de ativos digitais do banco, afirmou: “Um ambiente com regras claras e elevados padrões de segurança e governança beneficia toda a indústria e, principalmente, os consumidores”.

Por que o Itaú não precisou de licença

As Resoluções BCB nº 519 e 520, publicadas em novembro de 2025, definiram as condições para oferecer serviços com criptomoedas no Brasil. Entre as exigências estão capital, governança, segurança cibernética, controles internos e proteção dos recursos dos clientes.

As sociedades prestadoras de serviços de ativos virtuais (SPSAVs), categoria das exchanges especializadas, precisam pedir autorização específica. Já bancos e certas instituições financeiras previamente autorizadas seguem um procedimento de comunicação de atividades, desde que cumpram as condições regulatórias.

Comunicar não é estar dispensado

A diferença está na necessidade de nova autorização de funcionamento. As regras de segurança, transparência e gestão de riscos para operações com criptomoedas continuam valendo também para os bancos.

Mercado se reorganiza perto do prazo

Nesta semana, Binance e Mercado Bitcoin confirmaram pedidos de autorização ao Banco Central. Antes, Bybit e OKX já haviam anunciado solicitações semelhantes.

Algumas empresas, por outro lado, reduziram ou encerraram operações no país diante das novas exigências. A Revolut anunciou a suspensão temporária de seus serviços com criptomoedas, e outras plataformas deixaram o mercado brasileiro.

Segundo a Portal do Bitcoin, a regulação pode ser uma vantagem competitiva para os bancos, que costumam ter estruturas de compliance, controles internos e governança já adaptadas ao sistema financeiro tradicional.

O que isso significa para quem investe no Brasil

Para o cliente do Itaú, nada muda de imediato: o serviço no aplicativo segue como antes. A mudança está no enquadramento regulatório, que passa a valer para bancos e exchanges, ainda que por caminhos administrativos distintos.

Quem usa exchanges deve acompanhar o desfecho dos pedidos de autorização e o efeito de saídas de empresas do mercado.

Leia também: como declarar Bitcoin no IR 2026.

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Analista de suporte técnico da KriptoBR. Trabalha com suporte a carteiras de hardware e com a documentação de procedimentos de recuperação e verificação de dispositivos.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
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Paulo Henrique
Analista de suporte técnico da KriptoBR. Trabalha com suporte a carteiras de hardware e com a documentação de procedimentos de recuperação e verificação de dispositivos.

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