O Banco Central publicou a relação oficial das empresas que pediram autorização para operar com criptomoedas no país e uma segunda lista com 24 instituições financeiras que já comunicaram atuação no setor.
O Banco Central divulgou nesta sexta-feira (6) a lista oficial dos pedidos de licença cripto no Brasil. Segundo a Portal do Bitcoin, são 120 pedidos: 119 seguem em análise e um foi indeferido.
A divulgação ocorre uma semana depois do fim do prazo de 270 dias, encerrado em 30 de outubro, para que as empresas que já operavam com criptoativos formalizassem o pedido de autorização.
Quem pediu licença cripto ao Banco Central
A relação traz razões sociais, CNPJs, modalidades solicitadas e a situação de cada processo. Aparecem Mercado Bitcoin, Binance, Coinbase, OKX, Bybit, Ripio e Foxbit, além de Ripple, Circle, B3 Digitas, Santander Investimentos e Nu Crypto, do grupo Nubank.
Estar na lista não significa ter autorização definitiva. A única solicitação indeferida é a da Higherway Tech Soluções Ltda., que queria atuar como intermediária de ativos virtuais.
Pode realizar certas operações de compra, venda e transferência de ativos digitais, conforme os serviços autorizados.
Responsável pela guarda das criptomoedas e pela proteção dos instrumentos de acesso aos ativos dos clientes.
Reúne intermediação e custódia, desde que a empresa cumpra as exigências aplicáveis.
As 24 instituições financeiras habilitadas
A segunda lista segue outro procedimento. Pela Resolução BCB 520, bancos, corretoras e outras instituições financeiras que já atuavam com criptomoedas quando a norma entrou em vigor, em fevereiro, precisaram comunicar o BC, com certificação técnica independente. Elas não precisaram pedir nova licença de SPSAV.
Das 24, oito estão nas modalidades de custódia e intermediação. As outras 16 aparecem só como intermediárias, entre elas Banco XP, PicPay Bank, Banco Genial, Banco Rendimento, Avenue Securities e Galápagos DTVM. O resumo da fonte cita Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e BTG entre as habilitadas.
Restrição já vale desde hoje
Pela Resolução BCB 589, publicada em setembro, bancos, instituições de pagamento e outras empresas supervisionadas não podem realizar ou viabilizar operações com prestadoras de ativos virtuais não autorizadas, ressalvadas as exceções da regulamentação. A regra entrou em vigor nesta sexta-feira (6).
O que isso significa para quem investe no Brasil
Quem usa uma exchange pode consultar no sistema de autorizações do Banco Central se a empresa pediu licença e em que situação está o processo. As empresas que protocolaram o pedido no prazo podem seguir operando durante a transição, se cumprirem as condições do regime.
As que não pediram autorização devem encerrar as atividades abrangidas em até 30 dias após o fim do prazo. A análise pode levar meses e exige comprovação de capacidade financeira e operacional. As regras, definidas nas Resoluções BCB 519, 520 e 521 de novembro de 2025, cobrem capital mínimo, governança, controles internos, segurança cibernética e prevenção à lavagem de dinheiro.
A fonte ressalta ainda que constar na lista de bancos não quer dizer que todos já ofereçam compra, venda ou transferência de criptomoedas aos clientes.
Leia também: como declarar Bitcoin no IR 2026.
📝 Nota editorial
Os dados acima seguem a publicação da Portal do Bitcoin. A lista completa, com as 120 empresas, está no sistema de autorizações do Banco Central.
Importante: não damos recomendação de investimento
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O KriptoHoje não é consultor de investimentos e não recomenda a compra, venda ou manutenção de qualquer ativo. Investimento em criptoativos envolve risco elevado de perda total.
Guarde suas criptomoedas com autonomia
A KriptoBR, integrante do mesmo grupo do KriptoHoje, é a maior e mais antiga revenda oficial de hardware wallets do mundo. Trezor, Ledger, SecuX, Yubico e Key-ID.
Quase 700 mil clientes atendidos em 32 países. Envio direto do Brasil, garantia no Brasil, suporte técnico em português.
Leituras relacionadas
Coinbase pede licença cripto no Brasil e não prevê interrupçãoA Coinbase solicitou autorização no Brasil antes do prazo de 30 de outubro e diz esperar manter os serviços
Licença cripto no Banco Central: pedidos já somam 33 empresasNubank, Coinbase e Ripple protocolaram pedidos de licença cripto no Banco Central, e o acompanhamento já soma
Este conteúdo é de caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. Criptomoedas são ativos voláteis; consulte um profissional antes de investir.
As notícias que movem o mercado, sem ruído
Um resumo do que realmente importou em cripto e economia, direto no seu e-mail. Sem hype e sem recomendação de investimento.
