Cinco empresas de infraestrutura cripto e pagamentos com stablecoins confirmaram pedidos ao Banco Central, ampliando para 22 os casos mapeados a dois dias do fim do prazo da primeira etapa.
A corrida pela licença cripto no Brasil ganhou mais cinco participantes nesta quarta-feira (28). Avenia, Liqi, Bloquo, Nonco e Lumx confirmaram pedidos de autorização ao Banco Central, segundo a Portal do Bitcoin.
Com elas, o levantamento sobre os processos regulatórios do setor chega a 22 nomes. O prazo para que as instituições que já operavam no país apresentem a primeira etapa do pedido termina nesta sexta-feira (30).
📌 O que o número 22 significa
A conta inclui pedidos anunciados publicamente, processos identificados nos registros do BC e uma comunicação de atividades feita pelo Itaú. Também considera uma solicitação já indeferida. Não quer dizer que 22 empresas receberam licença, nem que seja o total de pedidos protocolados.
Quem entrou na lista de licença cripto
Diferentemente de Mercado Bitcoin e Binance, que atendem investidores diretamente, as cinco companhias atuam sobretudo com infraestrutura de ativos digitais, pagamentos internacionais e serviços financeiros para empresas. A exceção é a Avenia, emissora da stablecoin BRLA.
Emite a BRLA desde 2023 e busca atuar com custódia e intermediação, além de câmbio e contas de pagamento. Diz que não haverá mudanças imediatas para clientes.
Pediu autorização como intermediária de ativos virtuais. Oferece Crypto as a Service e, segundo o CEO Daniel Coquieri, fornece tecnologia a Itaú, Avenue, Méliuz e Porto Bank.
Protocolou o pedido em 26 de outubro, como corretora de ativos virtuais. Foca em pagamentos internacionais, câmbio e liquidez com stablecoins.
A Nonco atua com negociação institucional e OTC, sem informar a modalidade. A Lumx, após cerca de dois anos de preparação, busca enquadramento como intermediária.
O que dizem as empresas
Hector Fardin, cofundador da Avenia, afirmou que a estruturação regulatória começou antes da publicação das novas regras e que o objetivo é construir uma infraestrutura de pagamentos com ativos digitais baseada em governança, segurança e conformidade.
Carlos Russo, da Bloquo, disse que os produtos foram desenvolvidos tendo como referência o arcabouço que se desenhava. Já Luana Peterle, da Lumx, classificou o protocolo como um marco após dois anos de construção.
Leia também: como declarar Bitcoin no IR 2026.
Pedido não é licença
A apresentação da documentação é só o início. A concessão das licenças definitivas depende da avaliação do Banco Central, e novas empresas podem divulgar pedidos até o prazo de 30 de outubro.
O que isso significa para quem investe no Brasil
As regras, publicadas em novembro de 2025, exigem requisitos de capital, governança, segurança cibernética, controles internos e prevenção à lavagem de dinheiro. Empresas que cumprirem as condições do regime de transição poderão seguir operando enquanto o BC analisa os pedidos.
Na prática, o investidor deve acompanhar se a plataforma que usa apresentou o pedido e como o processo avança. Os pedidos de Mercado Bitcoin, Binance, Ripio, Bybit e OKX já haviam sido divulgados.
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