Mineradores de Bitcoin deixam de ser vistos apenas como emissores de criptomoeda e passam a ocupar posição central na corrida global por infraestrutura de inteligência artificial, segundo análise da Bernstein.
A firma de análise Bernstein publicou um relatório apontando que as grandes empresas de mineração de Bitcoin acumularam ativos de infraestrutura que as colocam em posição privilegiada no mercado de data centers voltados à inteligência artificial. Segundo o documento, o setor de mineração controla coletivamente cerca de 27 gigawatts (GW) de capacidade de energia planejada — um recurso que se tornou o principal gargalo para a expansão de centros de dados no mundo inteiro.
De acordo com a Cointelegraph.com News, a Bernstein estima que o volume total de contratos e acordos firmados por mineradoras com empresas de IA já ultrapassa a marca de US$ 90 bilhões. O número evidencia uma transição significativa no modelo de negócios dessas companhias, que historicamente dependiam quase que exclusivamente da receita gerada pelo processo de validação de blocos na rede Bitcoin.
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Por que a energia virou o ativo mais disputado
A expansão acelerada de modelos de linguagem e sistemas de IA generativa exige quantidades massivas de processamento — e, consequentemente, de eletricidade. Grandes provedores de nuvem e empresas de tecnologia enfrentam dificuldades crescentes para garantir conexões de energia em escala suficiente para seus novos data centers.
É exatamente nesse ponto que as mineradoras de Bitcoin entram como parceiras estratégicas. Ao longo dos últimos anos, essas empresas construíram ou reservaram acesso a enormes blocos de energia elétrica — muitas vezes em regiões com tarifas mais baixas e infraestrutura de transmissão já disponível. Redirecionar parte dessa capacidade para cargas computacionais de IA representa uma alternativa viável e lucrativa.
Volume total de capacidade elétrica controlada ou reservada pelo setor de mineração de Bitcoin, segundo a Bernstein.
Estimativa do valor agregado dos contratos firmados por mineradoras com empresas do setor de inteligência artificial.
Mineradoras possuem galpões, sistemas de resfriamento e conexões de rede que podem ser adaptados para hospedar GPUs de IA.
Muitas instalações estão próximas a fontes de energia renovável e em regiões com menor concorrência por conexões elétricas.
O que diz a Bernstein
A firma destaca que a eletricidade tornou-se a principal restrição ao crescimento de data centers globais. Mineradoras que já garantiram acesso a blocos expressivos de energia saem à frente na disputa por contratos com empresas de IA — uma vantagem competitiva que dificilmente pode ser replicada no curto prazo por novos entrantes.
Diversificação como resposta à volatilidade do Bitcoin
A movimentação das mineradoras em direção à IA também reflete uma estratégia de diversificação de receitas. Com a recompensa por bloco tendo sido reduzida pelo último halving e a competição no setor de mineração cada vez mais acirrada, explorar fontes alternativas de renda se tornou uma necessidade de negócio.
Ao oferecer capacidade de hospedagem para cargas de trabalho de IA — como treinamento de modelos e inferência em larga escala —, essas empresas conseguem gerar receita independente da cotação do Bitcoin e das flutuações na dificuldade de mineração.
📌 Nota editorial
O relatório da Bernstein não detalha publicamente quais mineradoras específicas lideram em volume de acordos de IA. A firma é conhecida por cobertura analítica do setor cripto e de tecnologia, mas suas projeções refletem cenários estimados, não garantias de resultado.
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