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Operação Vérnix: criptomoedas no centro da lavagem de dinheiro

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A Operação Vérnix, que ficou conhecida pela prisão da influenciadora Deolane Bezerra, ganha novos contornos: investigadores apontam movimentações em criptomoedas e pedem bloqueio ampliado de bens dos indiciados.

A Polícia Civil de São Paulo e o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) deram um passo significativo nas investigações da Operação Vérnix na última sexta-feira (29). O inquérito policial indiciou sete pessoas por suspeita de lavagem de dinheiro com uso de criptomoedas e associação criminosa, segundo informações da Livecoins.

Os investigadores identificaram movimentações financeiras relevantes em ativos digitais entre os suspeitos e, com base nesses achados, solicitaram ao Judiciário a ampliação do bloqueio de bens dos indiciados. A medida busca impedir que eventuais recursos obtidos de forma ilícita sejam dissipados antes do encerramento do processo.

A operação ganhou notoriedade nacional em 2024 quando resultou na prisão temporária da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, investigada no contexto de suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado a empresas de jogos de azar. O caso expôs como criptoativos podem ser utilizados para dificultar o rastreamento de recursos de origem ilícita.

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O papel das criptomoedas no esquema investigado

De acordo com as apurações, as criptomoedas teriam sido empregadas como camada intermediária para dificultar o rastreamento de valores oriundos de supostas atividades ilegais. Esse tipo de uso indevido dos ativos digitais é uma preocupação recorrente de autoridades regulatórias e policiais no Brasil e no mundo.

Vale ressaltar que o uso de blockchain — tecnologia que sustenta as criptomoedas — é, na prática, rastreável por autoridades com acesso às ferramentas adequadas. A transparência do registro imutável de transações tem sido justamente o que permitido que investigadores identifiquem movimentações suspeitas em casos como este.

🔎 Sete indiciados

O inquérito indiciou sete pessoas por suspeita de lavagem de dinheiro com criptomoedas e associação criminosa, segundo PC e MPSP.

🔒 Bloqueio de bens ampliado

Investigadores solicitaram ao Judiciário a ampliação do bloqueio de bens dos suspeitos para evitar dissipação dos recursos investigados.

📡 Rastreamento em blockchain

As autoridades utilizaram análise de transações em blockchain para identificar as movimentações suspeitas de criptoativos entre os investigados.

⚖️ Contexto da operação

A Operação Vérnix ficou conhecida pela prisão temporária de Deolane Bezerra em 2024, dentro de investigação sobre jogos de azar ilegais.

Contexto: fiscalização de cripto no Brasil

Desde a aprovação do Marco Legal das Criptomoedas (Lei 14.478/2022), a Receita Federal e o Banco Central ampliaram as exigências de reporte de transações com ativos digitais. Exchanges registradas no país são obrigadas a informar movimentações suspeitas aos órgãos competentes, tornando o uso de cripto para fins ilícitos progressivamente mais arriscado para os infratores.

📰 Fonte

Segundo a Livecoins, a Polícia Civil e o MPSP avançaram nas investigações da Operação Vérnix na sexta-feira (29), com o indiciamento de sete pessoas e a solicitação de ampliação do bloqueio de bens aos juízes responsáveis pelo caso.

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CEO da KriptoBR, distribuidora oficial de carteiras de hardware no Brasil. Acompanha a evolução regulatória do setor de criptoativos no país e seus efeitos práticos sobre quem guarda os próprios ativos.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
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Jefferson Rondolfo
CEO da KriptoBR, distribuidora oficial de carteiras de hardware no Brasil. Acompanha a evolução regulatória do setor de criptoativos no país e seus efeitos práticos sobre quem guarda os próprios ativos.

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