InícioNotíciasHolanda: promotores pedem falência da exchange Knaken

Holanda: promotores pedem falência da exchange Knaken

-

Com fundos de 30 mil clientes congelados e operação sem licença regulatória, a exchange holandesa Knaken enfrenta pedido formal de falência feito pelo Ministério Público ao tribunal de Roterdã.

O Ministério Público dos Países Baixos solicitou a um tribunal em Roterdã a liquidação compulsória da Knaken, plataforma de negociação de criptomoedas que operava sem o devido registro junto ao regulador financeiro holandês. A ação judicial ocorre após o congelamento dos ativos digitais de aproximadamente 30 mil clientes, que se viram impedidos de acessar seus próprios fundos.

Segundo a Decrypt, as autoridades holandesas congelaram os recursos da Knaken como parte de uma investigação criminal em andamento. A plataforma, que se apresentava como uma corretora de fácil acesso para iniciantes no mercado de criptomoedas, nunca obteve o registro obrigatório junto ao De Nederlandsche Bank (DNB), o banco central responsável pela supervisão de provedores de serviços de ativos digitais no país.

A ausência de licença é uma infração grave no marco regulatório europeu. Desde 2020, a Holanda exige que exchanges e custodiantes de criptomoedas se registrem no DNB para atender às normas da Quinta Diretiva de Prevenção à Lavagem de Dinheiro (AMLD5) da União Europeia. Operar sem esse registro expõe a empresa a sanções administrativas e, como demonstra o caso Knaken, a ações penais.

⚖️ Pedido de liquidação

O Ministério Público pediu ao tribunal de Roterdã o encerramento formal e a liquidação compulsória das operações da Knaken.

🔒 Fundos congelados

Cerca de 30 mil usuários estão impedidos de acessar seus criptoativos desde o congelamento determinado no âmbito da investigação criminal.

🚫 Sem licença do DNB

A Knaken nunca obteve registro obrigatório junto ao banco central holandês, violando as exigências da diretiva europeia AMLD5 em vigor desde 2020.

🔍 Investigação criminal

O caso não se limita à esfera regulatória: as autoridades holandesas conduzem uma investigação criminal paralela sobre as atividades da plataforma.

O caso expõe um risco concreto para usuários que utilizam plataformas sem verificação prévia de registro regulatório. Diferentemente de exchanges registradas, que precisam segregar os ativos dos clientes e cumprir regras de transparência, plataformas não licenciadas operam sem qualquer supervisão — o que dificulta a recuperação dos fundos em situações como esta.

Custódia própria: a alternativa mais segura

Casos como o da Knaken reforçam o princípio amplamente difundido no setor: “not your keys, not your coins”. Manter criptoativos sob custódia própria, por meio de carteiras de hardware, elimina a exposição ao risco de contraparte — ou seja, o risco de que uma plataforma terceira bloqueie ou perca os seus fundos.

O desfecho do processo ainda depende da decisão do tribunal de Roterdã. Caso a liquidação seja aprovada, um administrador judicial deverá ser nomeado para tentar recuperar e redistribuir os ativos congelados aos credores — processo que, em casos anteriores de exchanges insolventes, costuma ser longo e resultar em recuperação parcial dos fundos.

O episódio também ocorre em um momento em que toda a União Europeia avança na implementação do regulamento MiCA (Markets in Crypto-Assets), que cria um regime unificado de licenciamento para prestadores de serviços de criptoativos em todos os países-membros. A expectativa é que, com a plena vigência do MiCA, situações como a da Knaken se tornem mais raras — e mais fáceis de coibir pelas autoridades.

📋 Nota editorial

Se você possui ou negociou criptoativos em plataformas internacionais, é importante entender suas obrigações fiscais. Confira o guia completo de criptomoedas para saber como declarar corretamente seus ativos digitais no Imposto de Renda 2026.

Importante: não damos recomendação de investimento

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O KriptoHoje não é consultor de investimentos e não recomenda a compra, venda ou manutenção de qualquer ativo. Investimento em criptoativos envolve risco elevado de perda total.

Seus cripto fora do alcance de exchanges problemáticas

A KriptoBR, integrante do mesmo grupo do KriptoHoje, é a maior e mais antiga revenda oficial de hardware wallets do mundo. Trezor, Ledger, SecuX, Yubico e Key-ID.

Mais de 600 mil clientes atendidos em 32 países. Envio direto do Brasil, garantia do fabricante, suporte técnico em português.

Conheça as Hardware Wallets

Leituras relacionadas

Este conteúdo é de caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. Criptomoedas são ativos voláteis; consulte um profissional antes de investir.

ULTIMAS NOTÍCIAS

ETFs de XRP no verde, mas captações decepcionam

ETFs de XRP exibem saldo positivo nas telas, mas os fluxos reais de capital contam uma história bem diferente — e menos animadora — para o ativo da Ripple.

MSTR vs. Bitcoin: quem venceu o duelo de 1 ano?

Ações preferenciais da Strategy bateram o Bitcoin em um ano, mas o MSTR caiu 75%. Veja o que os números revelam sobre a estratégia bilionária de Michael Saylor.

World Liberty Financial recebe aprovação bancária federal

A OCC aprovou preliminarmente a criação do World Liberty Trust Company, banco federal de custódia ligado a Trump, que gerenciará a stablecoin USD1 de US$ 4 bilhões.

ETFs de Bitcoin e Ethereum: o que mudou na segunda semana de agosto

Os ETFs de Bitcoin e Ethereum viveram semanas bem distintas em agosto. Após entradas expressivas, o mercado encontrou resistência e os fluxos inverteram o sinal.

SIGA A GENTE

0FãsCurtir
0SeguidoresSeguir
0SeguidoresSeguir
0InscritosInscrever

MAIS POPULAR