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OFAC sanciona 134 carteiras cripto ligadas ao ISIS-K

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O governo americano adicionou 134 endereços de carteiras digitais associados ao grupo terrorista ISIS-K à sua lista de sanções, com a Tether atuando rapidamente para congelar os ativos identificados.

O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês), braço do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, incluiu 134 endereços de carteiras de criptomoedas em sua lista de sanções após identificá-los como vinculados ao Estado Islâmico da Província de Khorasan, também conhecido como ISIS-K. A informação foi reportada pela Cointelegraph.com News.

De acordo com dados da empresa de análise blockchain Chainalysis, 131 dos 134 endereços sancionados pertencem à rede Tron e teriam recebido coletivamente mais de US$ 1,4 milhão em doações em criptomoedas. Os demais endereços são associados a outras redes não especificadas no relatório inicial.

A Tether, emissora da stablecoin USDT — a maior em volume no mercado global —, confirmou o congelamento dos fundos identificados entre os endereços sancionados. A empresa afirmou ter agido em colaboração com as autoridades competentes, seguindo seu protocolo padrão de conformidade regulatória.

O que é o OFAC e como funcionam as sanções cripto?

O OFAC é a agência do Tesouro americano responsável por administrar sanções econômicas e comerciais. Quando um endereço de carteira digital é adicionado à sua lista, cidadãos e empresas americanas ficam proibidos de transacionar com aquele endereço. Emissores de stablecoins como a Tether também costumam congelar os ativos diretamente na blockchain, impossibilitando qualquer movimentação dos fundos.

Segundo a Cointelegraph.com News, esta é uma das ações mais abrangentes já conduzidas pelo OFAC especificamente contra infraestrutura de financiamento via criptomoedas de grupos extremistas. A predominância de endereços na rede Tron chama atenção por refletir um padrão já documentado por analistas: a preferência de grupos que buscam anonimato por redes com taxas baixas e transações rápidas.

O episódio reacende o debate sobre o uso de ativos digitais para fins ilícitos e a capacidade — e responsabilidade — das empresas do setor de responder a demandas regulatórias. Stablecoins centralizadas, como o USDT, possuem mecanismos técnicos que permitem o congelamento direto de saldos em endereços específicos, algo impossível em ativos descentralizados como o Bitcoin ou o Ethereum.

Leia tambem: guia completo de Ethereum.

📋 134 endereços sancionados

O OFAC adicionou 134 carteiras digitais à sua lista de sanções, todas ligadas a atividades de financiamento do ISIS-K.

🌐 131 endereços na rede Tron

A grande maioria dos endereços identificados opera na blockchain Tron, que concentrou mais de US$ 1,4 milhão em doações rastreadas pela Chainalysis.

🔒 Tether congela fundos

A emissora do USDT confirmou o bloqueio dos ativos nos endereços sancionados, atuando em cooperação com as autoridades americanas.

🔍 Chainalysis rastreou as transações

A empresa especializada em análise de blockchain forneceu os dados que embasaram a identificação e sanção dos endereços pelo governo dos EUA.

📌 Nota editorial

Esta notícia é baseada em informações publicadas pela Cointelegraph.com News e dados da Chainalysis. O KriptoHoje não verificou de forma independente os endereços listados pelo OFAC. A lista oficial de sanções pode ser consultada diretamente no site do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.

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CEO da KriptoBR, Revenda oficial de carteiras de hardware no Brasil. Acompanha a evolução regulatória do setor de criptoativos no país e seus efeitos práticos sobre quem guarda os próprios ativos.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
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Jefferson Rondolfo
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