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Stablecoins batem recorde de US$ 1,79 tri em junho

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O mercado de stablecoins registrou seu maior volume mensal da história em junho, com US$ 1,79 trilhão em transações, segundo dados compilados pela Visa.

O mês de junho marcou um novo capítulo para o mercado de stablecoins. Segundo levantamento divulgado pela Visa — por meio de sua plataforma de monitoramento de dados cripto — o volume total de transações com moedas estáveis atingiu US$ 1,79 trilhão, superando qualquer marca registrada anteriormente. O resultado representa um avanço significativo para um segmento que vem ganhando relevância tanto no mercado financeiro tradicional quanto no ecossistema descentralizado.

Segundo o Portal do Bitcoin, o crescimento foi impulsionado principalmente pela USDC, stablecoin emitida pela Circle, que ganhou terreno relevante frente à concorrência. A USDT (Tether), historicamente dominante no segmento, segue como a maior stablecoin em capitalização de mercado, mas a USDC vem ampliando sua participação — especialmente em aplicações institucionais e em redes como Ethereum e Solana.

O avanço das stablecoins ocorre em um momento em que o debate regulatório sobre esses ativos se intensifica nos Estados Unidos e na Europa. No Congresso americano, projetos de lei específicos para stablecoins ganham tração, o que pode influenciar diretamente a adoção institucional dessas moedas nos próximos meses.

📊 Volume recorde em junho

US$ 1,79 trilhão em transações com stablecoins, o maior valor já registrado em um único mês, conforme dados da Visa.

🔵 USDC em destaque

A stablecoin da Circle foi apontada como principal motor do crescimento, expandindo sua base em redes como Ethereum e Solana.

🏦 Adoção institucional

O crescimento reflete maior participação de instituições financeiras e empresas que utilizam stablecoins para liquidações e transferências internacionais.

⚖️ Cenário regulatório

Projetos de lei para regulamentação de stablecoins avançam no Congresso dos EUA, potencialmente abrindo caminho para maior legitimidade do setor.

O que explica o crescimento das stablecoins

As stablecoins são ativos digitais projetados para manter paridade com moedas fiduciárias — na maioria dos casos, o dólar americano. Diferentemente do Bitcoin e de outras criptomoedas, elas não sofrem oscilações abruptas de preço, o que as torna atraentes para transferências internacionais, operações em finanças descentralizadas (DeFi) e como reserva de valor dentro do ecossistema cripto.

O crescimento do volume em junho reflete, em parte, o aumento das operações em protocolos DeFi e o uso crescente dessas moedas por empresas para pagamentos transfronteiriços. Enviar dólares digitais via blockchain é mais rápido e barato do que transferências bancárias convencionais — uma vantagem que tem atraído tanto startups quanto multinacionais.

Contexto: stablecoins e o Bitcoin

Grande parte do volume de stablecoins está diretamente ligada ao mercado de Bitcoin e outras criptomoedas. Traders utilizam USDT e USDC como “porto seguro” entre operações, e a liquidez dessas moedas impacta diretamente a profundidade dos mercados de BTC. Para entender melhor como o Bitcoin funciona nesse ecossistema, acesse o guia completo de Bitcoin para iniciantes da KriptoBR.

A Visa mantém uma plataforma pública de análise de dados on-chain que rastreia transações de stablecoins em diversas redes blockchain. Os dados são filtrados para excluir movimentações automatizadas de contratos inteligentes, buscando refletir com maior precisão o uso real por pessoas e empresas. Essa metodologia torna os números ainda mais relevantes para avaliar a adoção efetiva do segmento.

📌 Nota editorial

As informações sobre o volume recorde de stablecoins foram originalmente reportadas pelo Portal do Bitcoin, com base em dados da plataforma de monitoramento da Visa. O KriptoHoje reapurou e contextualizou as informações de forma independente.

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Beatriz Pacheco
Analista de suporte técnico da KriptoBR. Atua no atendimento a clientes de carteiras de hardware e acompanha incidentes de segurança que afetam usuários finais.

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